O vice-presidente da Câmara e diretor-presidente da YKK do Brasil, Seiji Ishikawa, foi homenageado em jantar em São Paulo, no dia 19 de maio, por um grupo de amigos empresários, liderado por Shoei Arima (Arima & Kanegae Corretagem de Seguros), advogado Samuel Yoshida, Kagetaka Toyama (K. Toyama Assessoria de Comunicação) e Wagner Suzuki (Construtora Hoss), em reconhecimento por sua nomeação como vice-presidente na matriz YKK Corporation do Japão. Cerca de 200 pessoas participaram do evento.
Seiji Ishikawa ingressou na YKK do Brasil em 1975. Em sua brilhante carreira na empresa, começou exercendo a função de gerente de Contabilidade. Depois, exerceu os cargos de gerente-administrativo-financeiro, diretor-administrativo-financeiro, diretor-superintendente e diretor-vice-presidente. Atualmente acumula também o função de coordenador da América do Sul do grupo.
A YKK do Brasil começou as atividades no país em 1972 e hoje engloba seis divisões: zíper, botões metálicos, mecânica, esquadrias de alumínio, granitos e agropecuária. A multinacional possui também unidades na América do Norte, Europa e Ásia.
A ascensão de brasileiros nas corporações japonesas, tanto na matriz como nas instaladas no Brasil, ainda é um privilégio de poucos. A honraria conferida pelo grupo de empresários a Seiji Ishikawa não vem à toa. A elite da direção das matrizes das empresas japonesas ainda é um círculo fechado para os japoneses do Japão, e a chegada de Ishikawa representa uma das exceções às estatísticas. Esta é a primeira vez que um nikkei brasileiro assume um cargo importante na diretoria mundial de uma corporação japonesa. De acordo com levantamento feito por este site, além de Seiji Ishikawa, um único brasileiro não-descendente ocupou a diretoria de uma matriz japonesa: Carlos Ghosn. Ele se consagrou como um dos executivos mais brilhantes do planeta ao presidir a Nissan mundial, tirando-a do abismo e transformando-a numa das montadoras mais rentáveis do setor automobilístico. Atualmente Ghosn preside a controladora da montadora japonesa, a Renault.
Já em relação às filiais japonesas instaladas no Brasil, segundo a pesquisa, recentemente, o número de brasileiros dirigindo essas corporações apresentou um pequeno aumento. Além de Seiji Ishikawa, existem hoje mais sete brasileiros diretores-presidentes: (i) não-descendentes: Eugênio Carlos Deliberato, da Bridesgetone-Firestone do Brasil; Paulo Gomes Castelo Branco, da NEC do Brasil; Fernando Henrique da Fonseca, da Celulose Nipo-Brasileira – Cenibra; e Sidnei Ivanof, da Omron Eletrônica do Brasil; (ii) descendente: Mário Tanigawa, da Nipro Medical; (iii) estrangeiros de outras nacionalidades naturalizados brasileiros: o indiano Custodio Vas, da Mitutoyo Sul-Americana; e o iraniano Foad Shaikhzadeh, da Furukawa Industrial.
RI / CCIJB – 19/05/2005





