Tóquio – 21/09/2005 – Junichiro Koizumi, 63, reeleito como primeiro-ministro japonês, foi confirmado no cargo no dia 21 de setembro, na abertura de uma sessão extraordinária da Câmara dos Representantes, após as recentes eleições legislativas. Na ocasião, ele prometeu que fará novas reformas econômicas tão logo o polêmico projeto de privatização dos Correios for aprovado pelo novo Parlamento.
Koizumi, beneficiando-se de um nível de popularidade recorde, conquistou 340 dos 480 deputados que formam a Câmara Baixa do Legislativo apoiaram Koizumi, enquanto 114 respaldaram Seiji Maehara, o novo líder da principal força da oposição, o Partido Democrático do Japão (PDJ). O PLD está no poder no Japão quase sem pausas desde 1955 e na última Legislatura governou o país com o partido de inspiração budista Novo Komeito.
O premier prometeu iniciar as esperadas "reformas estruturais". "Primeiramente, aprovaremos o projeto de reforma dos Correios", disse, em entrevista coletiva. Segundo ele, esta reforma deve permitir uma reorientação para o setor privado da poupança e seguro geridos pelo Correio japonês, considerada a maior instituição financeira do mundo. "Mais tarde, aplicaremos os princípios para que tudo o que possa ser privatizado, seja, e se descentralize tudo o que possa ser gerido pelos governos locais (…). No fim do ano, trabalharemos com o novo orçamento, o último do Executivo Koizumi", afirmou o primeiro-ministro, que se comprometeu a deixar o cargo em setembro de 2006. "Só me resta um ano. Não sei quem irá me suceder, mas quero criar os fundamentos que permitam o prosseguimento das reformas depois de mim."
Das agências internacionais





