Governador do Mato Grosso do Sul mostra potencialidades do Estado a empresários da Câmara

Palestra será feita no dia 10 de março, em São Paulo.  

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Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT) (foto: Divulgação) 

 

O governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), fará palestra no próximo dia 10 de março, em São Paulo, para grupos de empresários e investidores japoneses. O governador falará aos empresários da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil.

A palestra do governador Zeca será feita após exposição da secretária-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Rosalía Arteaga Serrano. Antes das palestras, acontecem a Assembléia-Geral Ordinária da Câmara e a Reunião do Conselho Diretor.

Zeca do PT vai mostrar aos empresários as potencialidades de Mato Grosso do Sul, falará das políticas de incentivos fiscais e oportunidades que o Estado oferece nas áreas de comércio, indústria, turismo e serviços. Entre os empresários do quadro de associados da Câmara estão os principais grupos japoneses no Brasil, bem como empresas do setor hoteleiro – Grande Hayatt, Maksoud, Meliá, Intercontinental, Crowne Plaza e Sofitel, além do Blue Tree Hotels, que administra a rede Zagaia, em Bonito.

Mato Grosso do Sul tem atraído investidores por possuir grande potencial ecoturístico, grandes extensões de terras agricultáveis, o segundo maior rebanho bovino do Brasil, reservas minerais. O agrobusiness é uma das principais bases da economia do Estado. A localização estratégica, fazendo limites com os principais centros consumidores do país (São Paulo, Paraná e Minas Gerais), além de fronteira com os principais países do Mercosul (Mercado Comum do Sul), é outro fator de atração de investimentos. O Estado está interligado por três eixos rodoviários federais, duas ferrovias e duas hidrovias.

Mato Grosso do Sul é um Estado rico em diversidade ambiental, pois abriga 70% do Pantanal. São 89.318 km² de planície alagada. O Pantanal engloba os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A maior parte, no entanto, está no Mato Grosso do Sul. O Pantanal abriga 650 espécies diferentes de pássaros, 300 de peixes, 167 de répteis, 35 de anfíbios, além de 95 espécies de mamíferos.

Considerado Patrimônio Natural da Humanidade e reserva da Biosfera pela Unesco, o Pantanal chama a atenção do mundo inteiro não só por suas belas paisagens, mas pela riqueza de seus ecossistemas e de sua biodiversidade, formados por três biomas: Cerrado, Chaco Boliviano-Paraguaio e Floresta Amazônica, contando ainda com a presença de espécies da Caatinga. O Estado tem um extraordinário patrimônio hídrico, formado pelas bacias do rio Paraguai e do rio Paraná e pelo Aqüífero Guarani.

Economia

O agronegócio responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul, constituindo o motor da economia sul-mato-grossense. A agropecuária no Estado envolve atualmente 1,5 milhão de hectares de culturas temporárias, 16 milhões de hectares com pastagens cultivadas e seis milhões de hectares de pastagens naturais. O rebanho bovino, que ocupa a segunda posição em número de animais de corte no país, com 24 milhões de cabeças é, em sua grande maioria, criado a pasto (regime extensivo). O Estado é responsável pela produção de mais de 800 mil toneladas de carne, representando aproximadamente 13% da produção brasileira.

A industrialização do setor sucroalcoleiro, um dos segmentos que mais se desenvolvem na economia do Estado, terá crescimento aproximado de 13% na produção. Com uma área plantada de 146,5 mil hectares, a produção na safra 2004/2005 chegou a 9,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Foram produzidos 422,3 mil toneladas de açúcar e 533,6 m³ de álcool. Segundo previsão do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a safra 2005/2006 devem ser produzidos aproximadamente 11,1 milhões de toneladas de cana.

Em Mato Grosso do Sul aumenta também, significativamente, a criação de frangos, suínos e avestruzes, com produção voltada às exportações. A piscicultura torna-se, cada vez mais, uma atividade atraente e rentável. Mato Grosso do Sul prepara-se para se posicionar entre os maiores exportadores mundiais de peixes criados em cativeiros.

O Estado figura entre os principais produtores de grãos do país. A atividade agrícola tem atualmente a soja como produto principal. Em segundo lugar vem o milho e o restante da área é cultivada com arroz, mandioca, algodão, feijão e cana-de-açúcar, entre outras culturas.

Mato Grosso do Sul possui a maior rede de abate monitorada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). São 33 frigoríficos com capacidade de abate superior a 15 mil bovinos/dia. Existem, ainda, 16 frigoríficos fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que respondem pelo abate de mais de 60 mil bovinos/ano. Outros 3,7 milhões de bovinos são abatidos em frigoríficos municipais acompanhados pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Dez indústrias são habilitadas a exportar carne para a União Européia, com mais 18 indústrias frigoríficas habilitadas a exportar para outros países.

Por sua intensa atividade pecuária, o Estado conta com oito curtumes instalados, com capacidade para processar 15 mil peles/dia para a produção de couro wet-blue. A posição de maior produtor de couro do país, juntamente com os incentivos fiscais que o Governo do Estado concede aos investidores, tornam atrativa a instalação de indústrias de beneficiamento do couro no Estado.

O Programa de Verticalização da Produção Agropecuária oferece a pequenos agricultores e assentados uma alternativa de geração de renda através do incentivo à produção e à agroindustrialização de alimentos in natura. Com outros programas de incentivo, a região de Dourados tem todas as condições de se consolidar como um dos maiores pólos agroindustriais do País e atualmente já abate cerca de 250 mil frangos por dia, com grande parte da produção sendo exportada para países da Europa, Ásia e África.

O turismo em Mato Grosso do Sul possui alto significado para a economia regional. O Governo Estadual vem desenvolvendo estratégias, diretrizes e ações em parcerias com o Governo Federal, com a iniciativa privada e o setor terciário, capazes de destacar essa atividade como fonte de receita cada vez mais significativa para o Estado, gerando emprego, distribuindo riquezas e promovendo o desenvolvimento sustentável. O Pantanal dispõe de infra-estrutura para os visitantes, com hotéis confortáveis e muitas opções de lazer ecológico, como caminhadas e trilhas pela mata (que abriga animais como veados, capivaras e onças), safári fotográfico, treking, passeios de barcos e a cavalo.

Outra atração de Mato Grosso do Sul é o complexo Bodoquena-Bonito. A serra da Bodoquena, de características florestais típicas de Mata Atlântica, é a região em que se concentram as nascentes do rio Formoso. O sistema da bacia do rio Formoso apresenta rios de águas cristalinas que atravessam as rochas calcárias de seu leito.

Energia

Mato Grosso do Sul tem grande oferta de energia para atender a demanda de todos os empreendimentos existentes e oferece infra-estrutura energética à implantação de novas indústrias. O Estado consome, no horário de pico, aproximadamente 600 megawatts, sendo que a maior parte dessa energia é proveniente das usinas hidrelétricas de Itaipu e Jupiá, que são distribuídas pela empresa estatal Eletrobrás. Entretanto, Mato Grosso do Sul ainda conta com suas próprias hidrelétricas instaladas nos municípios de Ribas do Rio Pardo, Camapuã e Ponta Porã e outros nove projetos de pequenas centrais hidrelétricas. O Estado recebe a grande produção de gás natural da Bolívia através de um gasoduto que atravessa todo o Estado e possui ramais que abastecem as termelétricas de Campo Grande, com capacidade de produção de 195 megawatts, e de Três Lagoas, com potência de 240 megawatts.

Mato Grosso do Sul terá uma nova termelétrica, com potência de 160 megawatts, que está em fase final de construção na cidade de Corumbá.

O Estado recebe 8,2 milhões de m³/dia de gás natural, mas consome apenas 33,3% desse total, o que torna Mato Grosso do Sul um potencial exportador de energia, que já está disponível para indústrias, uso doméstico e para abastecimento em postos de gás veicular, que proporciona até 60% de economia em relação à gasolina.

O governo estadual trabalha, ainda, na implantação de um pólo gás-químico binacional na fronteira do Brasil com a Bolívia, na região de Corumbá, para a produção de uréia, amônia, fertilizantes e de polietileno e polipropileno, que são matérias-primas para a fabricação de plástico.

A região de Corumbá possui a terceira maior reserva de minério de ferro e a segunda maior reserva de manganês do Brasil. O governo estadual busca, atualmente, a ampliação da lavra do minério de ferro e manganês em suas reservas localizadas na região de Corumbá, com o objetivo de agregar valores a esses produtos. A industrialização vai gerar mais receita ao Estado e criar milhares de empregos. Em função do grande potencial mineral, está em fase de implantação um pólo siderúrgico, que tem sua viabilidade assegurada pelo sistema multimodal de transportes (rodovias, hidrovias e ferrovias) e a infra-estrutura energética, que inclui as térmicas alimentadas pelo gasoduto Brasil-Bolívia.

Para viabilizar o projeto, Mato Grosso do Sul fez parceria com grandes empresas do setor de mineração, como a Mineração Corumbaense Reunidas S.A., do grupo anglo-australiano Rio Tinto, Urucum Mineração S.A., da Companhia Vale do Rio Doce, e Minerassul. Juntas, as três mineradoras têm capacidade de extração de sete milhões de toneladas/ano e uma produção efetiva de 3,6 milhões de toneladas/ano de matéria-prima para a produção de ferro-gusa e ferro-liga.

A implantação do pólo ocorre em três fases. Na primeira fase utiliza o gás natural ou o carvão vegetal como redutor para a produção de ferro esponja e ferro gusa. Na segunda, utiliza-se também o gás natural como combustível na produção de tarugos de ferro que servirão de insumo para a terceira fase, que será a produção de aço. Na região opera um forno para a produção de ferro-ligas (ferro-silício-manganês), com capacidade de 30 mil toneladas por ano, de propriedade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).

O Estado dispõe ainda de reservas minerais significativas de mármore, com 100 milhões de m³, e de granitos ornamentais com estoques de 80 milhões de m³, além de reservas de 31 bilhões de toneladas de calcários dolomíticos e calcíticos com altos teores de pureza. Há também nessas regiões ocorrências de ouro, diamante, fosfato, flúor, grafita, cristal de rocha, turfa e calcita ótica e industrial, dentre as mais expressivas. Cobre, chumbo, zinco, estanho, berilo, turmalina, urânio, entre outros minerais de alta importância industrial e comercial fazem parte das pesquisas de minerais ainda inexplorados no Estado.

Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, é uma cidade em expansão, caracterizada pelo seu planejamento moderno, excelente arborização em praças, áreas de lazer, largas avenidas e trânsito tranqüilo. Com cerca de 700 mil habitantes, a capital sul-mato-grossense é a terceira maior do País em renda per capita.

Transportes

Além de garantir boas condições de transporte no sistema viário atual, Mato Grosso do Sul está consolidando um sistema multimodal de transportes, interligando os meios de transporte rodoviário, hidroviário, aéreo e ferroviário, integrando os centros de produção aos grandes mercados consumidores.

Trabalhando nas 14 ligações estratégicas do Estado, com outros cinco estados brasileiros e dois países, o objetivo principal do governo é viabilizar as rotas bioceânicas, a partir de Corumbá e Porto Murtinho em Mato Grosso do Sul até os portos de Iquique, Antofogasta e Arica no Chile para, através do oceano Pacífico, reduzir custos de frete na exportação de produtos brasileiros para a Ásia e Europa.  

Indicadores

Extensão territorial: 358.158,7 km²

População: 2.078.001

Densidade demográfica: 5,82 habitantes/km²

Municípios: 78

Capital: Campo Grande

Clima: tropical

Temperatura média anual: entre os 22ºC e 26ºC

Índices pluviométricos: entre 1.500mm (no Sul) e 1.250mm (na região do Pantanal)

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,848 (superior ao indicador médio do Brasil de 0,766)

Produção das principais culturas 2002/2003

Valor por mil toneladas:

Soja: 4.091,4 ton

Milho: 2.472,8 ton

Arroz: 238,4 ton

Trigo: 155,9 ton

Feijão: 26,5 ton

Fonte: IBGE/Seprotur-MS  

Quem é o governador de Mato Grosso do Sul

José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), 56 anos, cumpre seu segundo mandato como governador de Mato Grosso do Sul. Também cumpriu dois mandatos de deputado estadual. Foi fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT) em seu Estado.

José Orcírio Miranda dos Santos nasceu no dia 24 de fevereiro de 1950, em Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai. O pai, Orcírio dos Santos, era capataz e a mãe, Assunção Miranda dos Santos, dona-de-casa. É casado com a professora Gilda Maria Gomes dos Santos e tem três filhas. Aposentou-se como funcionário do Banco do Brasil e iniciou a carreira política como sindicalista. Ativista desde 1978, quando foi aprovado em concurso público para o Banco do Brasil, foi fundador do Sindicato dos Bancários de Campo Grande. Em razão de sua constante participação em movimentos reivindicatórios e em manifestações democráticas organizadas pelo Partido dos Trabalhadores, incorporou a sigla da legenda partidária (PT) ao seu nome.

Zeca do PT concorreu pela primeira vez a cargo eletivo em 1988, candidatando-se a vereador, foi um dos mais votados. Em 1990, elegeu-se deputado estadual, o primeiro da história da legenda em Mato Grosso do Sul.

Dois anos depois, candidatou-se a prefeito de Campo Grande. Em 1994, reelegeu-se deputado estadual e em 1996 voltou a disputar a prefeitura da Capital.

Em 1998, entrou na disputa pelo governo do Estado. No primeiro turno chegou em segundo lugar e venceu a eleição no segundo turno.

Eleito governador, saneou as finanças do Estado, através de rigoroso programa de reestruturação e ajuste da máquina pública, e do combate à sonegação fiscal que resultou no crescimento de mais de 288% da arrecadação, recuperando dessa maneira a credibilidade do governo e resgatando a auto-estima do funcionalismo. Para garantir a recuperação das estradas, com apoio da Assembléia Legislativa, criou o Fundersul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário de Mato Grosso do Sul). Criou, também, o Fundo de Investimento Social (FIS), também fruto da governabilidade construída na produtiva relação com a Assembléia Legislativa.

Adotou, ao mesmo tempo, políticas de combate à exclusão social que se constituem em emblemas do governo do PT. Hoje os Programas Bolsa Escola e Segurança Alimentar, ao lado do Banco do Povo e Prove Pantanal são apontados como as causas principais da redução do número de famílias abaixo da linha de miséria, que na década passada era de 113 mil segundo o IBGE. Os programas sociais também contribuíram para melhorar os índices do Estado no mapa da exclusão, fazendo com que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Mato Grosso do Sul subisse da 16ª para a 7ª posição no País.

Em razão de seu trabalho à frente do Poder Executivo Estadual, o governador Zeca do PT já recebeu o título de cidadão de praticamente todos os municípios de Mato Grosso do Sul.

Neste segundo mandato, o governador Zeca do PT tem um plano de governo com foco em três eixos: Construção da Cidadania – para dar continuidade e ampliar o alcance dos programas sociais; Democratização e Modernização da Gestão Pública – que tem o objetivo de simplificar e reduzir ainda mais o custeio da máquina; e Desenvolvimento e Modernização da Infra-Estrutura – através da qual pretende implementar a industrialização, a exploração racional das potencialidades minerais e turísticas e a melhoria da estrutura física de Mato Grosso do Sul.

Mais informações e inscrições pelo telefone (11) 3287-6233.

 

Rubens Ito – CCIJB – 6/03/2006