A redução do custo de manutenção do preso no Estado de São Paulo para R$ 687 por mês em 2005 significou economia de aproximadamente R$ 794 milhões naquele ano, conforme explicou o secretário da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Nagashi Furukawa, aos membros da Câmara, durante confraternização em São Paulo, no dia 19 de abril. Participaram cerca de 100 pessoas.
Segundo o secretário, em 1999, um preso custava aos cofres públicos o equivalente a R$ 1.222 por mês. Já em 2005 esse valor foi reduzido a R$ 687, quando a média nacional chegava a R$ 790, obtendo uma economia de R$ 587 mensais por cada preso.
Baseando-se no resultado de uma pesquisa de opinião, Nagashi Furukawa disse que a principal preocupação da população na cidade de São Paulo é com a segurança pública , diferentemente de outras regiões do país onde esse problema fica em segundo lugar entre os pesquisados, perdendo para o desemprego.
O secretário da Administração Penitenciária ressaltou a importância da retomada do controle sobre áreas consideradas críticas de custeio, como café da manhã, almoço, jantar, assistência odontológica e médica, uniforme, fóruns, advogados, entre outros. Nagashi Furukawa destacou a preocupação do Governo do Estado nessa questão. “É fundamental mais eficiência, melhor fornecimento e fiscalização direta nas despesas”. Como exemplo citou que a refeição diária de um preso custa atualmente R$ 2,80, lembrando que 12 anos atrás a mesma custava quase quatro vezes mais. “Um preso custa R$ 30 por ano para cada cidadão”.
Um outro aspecto destacado pelo secretário foi o Programa de Desativação das Carceragens de Distritos Policiais da Capital, anunciado em fevereiro de 2004, que previa a desativação da carceragem de 41 DPs, alterada posteriormente, para 77. De acordo com Furukawa, entre 1995 a 1999, em quatro anos, no universo de 38 mil, cerca de 20 mil presos nos distritos policiais fugiram. Já em 2005, num total de 123 mil presos, o número de fugas ficou reduzido a 150.
Furukawa disse que nos últimos 30 anos, a situação carcerária em São Paulo se agravou muito, com o aumento do número de presos. Para se ter uma idéia, em 1995, o Estado contava com 55 mil detentos. Em 2005, esse número já chegava a 123 mil.
No seu entender, promover o aumento dos investimentos em educação pelo governo será o principal indutor para reduzir, a médio e longo prazos, a violência no país.
No seu discurso de boas-vindas, o presidente da Câmara, Makoto Tanaka ressaltou que a questão da segurança pública é um dos pontos primordiais para a vinda de investimentos estrangeiros ao Brasil.
O presidente reconheceu o trabalho que o Governo de São Paulo vem realizando para a melhoria da segurança pública no Estado, destacando a necessidade de colaboração e o engajamento de todos na luta contra a violência social no país, que vem atingindo situações preocupantes, e que precisa ser reduzida. “Esperamos que num futuro breve, São Paulo seja como Nova York, que com a revolução causada pelo sistema de tolerância zero, transformou-a, na mais segura entre as grandes cidades do mundo”, disse.
Governo de São Paulo vai muito bem, afirma secretário
O secretário Nagashi Furukawa disse que o governo do Estado de São Paulo vai muito bem. Segundo ele, o número de rebeliões no Estado em 2003 e dois meses de 2004 foi zero.
“Rebeliões começaram a se propagar no ano de 2006. Dedo de elementos do crime organizado para prejudicar a candidatura de Geraldo Alckmin a presidente da República. Eles não se conformam que assuma a Presidência alguém que combate em São Paulo o crime organizado”, analisou Furukawa. De fato, de janeiro a final de março deste ano, foram registradas, nada menos do que 31 rebeliões nas cadeias paulistas.
Rubens Ito / CCIJB – 19/04/2006





