Brasil lidera parcerias com o JBIC entre os países latino-americanos

Brasil lidera parcerias com o JBIC entre os países latino-americanos

Angela Ouchi (gerente de Vendas) e Vania Mara Dezordi (diretora de Vendas & Marketing) do Hotel Crowne Plaza São Paulo, que receberam calorosamente os participantes do Jantar da Câmara

Yohei Nishiyama, representante-chefe do JBIC (Japan Bank for International Cooperation)

Visão geral do evento

 

Pelo menos 100 empresários e executivos associados à Câmara participaram no dia 09 de maio, à noite, no Hotel Crowne Plaza de São Paulo, de um jantar de confraternização. Entre as autoridades que prestigiaram o evento estavam o presidente da Câmara, Makoto Tanaka, o cônsul-geral do Japão, Kiyotaka Akasaka e o representante-chefe do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Yohei Nishiyama.

O encontro abriu espaço para que os associados pudessem divulgar suas empresas e produtos, através de discursos e distribuição de material promocional aos participantes do evento. Fizeram o uso da palavra o presidente da Câmara Júnior Brasil-Japão, Victor Kobayashi, que comentou sobre as atividades desenvolvidas pela entidade; Rosa Sakurada (associada Pessoa Física), que teceu comentários sobre assistência odontológica oferecida pela sua empresa; Luís Perillo e Mieko Shinke, respectivamente diretor de Desenvolvimento e gerente de Contas do Hotel Hilton São Paulo Morumbi, que divulgaram o moderno e luxuoso hotel cinco estrelas; e Yohei Nishiyama, representante-chefe do JBIC, que divulgou os projetos da instituição financeira governamental japonesa no Brasil. Também, houve entrega de diplomas pelo presidente da Câmara, Makoto Tanaka, para novos associados: Oisca International – ONG para capacitação agrícola -, representado por Tadashi Watanabe e Auto Safe Brasil Ltda. – empresa de blindagem automotiva e acessórios de segurança -, representado por Massami Kobo Jr.

Japan Bank (JBIC)

Expor os diversos projetos que o banco japonês vem executando e pretende desenvolver no Brasil, esta foi a temática explanada no discurso do representante-chefe do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Yohei Nishiyama.

O JBIC é um organismo constituído por 100% de capital do governo japonês, fazendo o importante papel de executar a cooperação econômica, apoiando o desenvolvimento estável e sustentável nas estruturas sócio-econômicas dos países estrangeiros, promovendo o fortalecimento das relações econômicas entre o Japão e a comunidade internacional.

Uma análise do destino dos financiamentos da instituição japonesa, aprovados no exercício fiscal de 2000, mostra que a região da Ásia ocupa o primeiro lugar com 47,1% e a região da América Latina, o segundo com 21,3%. O JBIC destina seus financiamentos para aproximadamente 100 países no mundo, entre os quais destaca-se o Brasil, como maior beneficiário entre os países latino-americanos.

Atividades do JBIC no Brasil

No Brasil o JBIC atua em áreas bastante amplas, que vão desde o apoio às empresas japonesas até a melhoria da infra-estrutura, para oferecer ao povo brasileiro uma vida mais digna e confortável. O JBIC se compromete a continuar apoiando o desenvolvimento da economia brasileira.

Destacam-se como empreendimentos importantes que exemplificam a cooperação econômica nipo-brasileira com a participação do JBIC nos financiamentos: irrigação na região do Cerrado, exploração de minério de ferro de Carajás, produção de aço da Usiminas, papel e celulose da Cenibra, alumínio do Estado do Pará, exploração de petróleo da Petrobrás, gás natural de Urucu da Petrobrás, gasoduto Brasil-Bolívia, interligação elétrica Norte-Sul, rodovia Mercosul, irrigação Jaíba do Estado de Minas Gerais, eletrificação rural do Estado de Goiás, irrigação no Nordeste, despoluição da baía de Guanabara, despoluição do rio Tietê, saneamento básico da baía de Todos os Santos, energia eólica do Estado do Ceará, entre outros.

Projetos de exploração de petróleo da Petrobrás

Dois contratos de parceria foram assinados em junho de 2000, para os projetos de exploração de petróleo e gás natural que são realizados pela Petrobrás na bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro. Estas operações foram feitas na modalidade de "leasing" de equipamentos à Petrobrás pelos grupos compostos pelas "trading companies" japonesas, aos quais o JBIC deu suporte financeiro. Ao projeto de Barracuda & Caratinga, o JBIC financia US$ 1,140 bilhão e ao de EVM (Espadarte, Voador e Marimbá) US$ 508 milhões.

Projeto de interligação elétrica Norte-Sul

É o projeto que interliga os dois sistemas de transmissão de norte e sul, que eram independentes, de tal maneira que fornece energia elétrica em todas as regiões do Brasil com a distribuição mais uniforme possível. O JBIC assinou, em novembro de 1998, o contrato com a Eletrobrás no valor equivalente a US$ 300 milhões, na modalidade de co-financiamento com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Projeto de despoluição do rio Tietê

Orientado pela deliberação da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992 na cidade do Rio de Janeiro, assinou-se, em junho de 1995, o contrato de empréstimo no valor de US$ 470 milhões. O projeto tem o objetivo de evitar a inundação ao longo de 40 quilômetros de extensão do rio Tietê, que passa pelo coração da cidade de São Paulo.

Como é do conhecimento de todos, o trânsito em São Paulo é normalmente caótico, e quando chove o tráfego se torna inviável, até provocando a tragédia de mortes pela inundação. Ao término deste projeto, espera-se a melhoria substancial da vida cotidiana dos paulistanos nos dias de chuva.

Projeto de despoluição da baía de Guanabara

Como conseqüência da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, selou-se o contrato de parceria no mês de março de 1994, no montante de US$ 300 milhões. O projeto visa a consolidar o sistema de tratamento de esgoto das regiões do Estado do Rio de Janeiro, onde atualmente o detrito está sendo lançado "in natura" diretamente na baía de Guanabara. Com este projeto, além de melhorar o meio ambiente daquela região, impede-se a crescente poluição da citada baía.

Projeto de irrigação do Nordeste

Trata-se do projeto de irrigação agrícola na região do rio São Francisco, nos Estados da Bahia e de Pernambuco, cujo contrato de parceria foi celebrado em setembro de 1991 no valor de US$ 70 milhões. Este projeto transformou a terra seca do Nordeste num campo rico e adubado, produzindo frutas tropicais, como mangas, bananas, côcos, além de uvas, feijões e verduras.

Calcula-se que este projeto beneficiou direta e indiretamente mais de 70 mil pessoas da região. E, ainda, no projeto está incluído o programa chamado de "Projeto Amanhã" que prepara os jovens entre 14 e 21 anos para os dias de amanhã, oferecendo vários cursos de profissionalização, evitando assim o êxodo rural e orientando a juventude brasileira para um futuro mais próspero.