Comissão Trabalhista : reunião debate novo conceito de salário indireto e RH Estratégico

Integrantes da Mesa: Rogério M. Vita, Seiji Ishikawa, Marcos Haniu, Fernando Álvaro Pinheiro e Flávio Oshikiri

Palestra

Rogério Muliterno Vita
O novo conceito de salário indireto introduzido pela Lei nº 10.243, de 19 de junho de 2001 e RH Estratégico foram os principais temas da reunião mensal da Comissão de Estudos de Assuntos Trabalhistas da Câmara, presidida pelo vice-presidente, Seiji Ishikawa, realizada no dia 20 de março, na sede social da entidade. O evento contou com a participação de membros do Comitê e representantes das empresas associadas.
Um dos expositores foi Fernando Álvaro Pinheiro, advogado e consultor especializado em Direito do Trabalho de Leite, Tosto e Barros Advogados Associados. Pinheiro, que discorreu sobre o primeiro tema, explicou sobre o Artigo 458, parágrafo 2º, da referida lei, que diz que para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador:
a) vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; b) educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; c) transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; d) assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde; e) seguros de vida e de acidentes pessoais; e f) previdência privada.
O outro tema, RH estratégico, foi abordado pelo administrador de Empresas, Rogério Muliterno Vita, que tem elaborado o planejamento estratégico da área de Recursos Humanos e a prática de desenvolvimento organizacional em grandes empresas.
Para atingir uma meta, ele considera fundamental analisar a performance do executivo, partindo da seguinte premissa: O profissional irá ser bem-sucedido na empresa quando sua capacidade intelectual e emocional estiver em sintonia com o corpo humano funcionando bem, desde que haja "vontade de viver dentro da organização", para que esta crie as estratégias na busca do resultado. "Não adianta cuidar do corpo e da capacidade intelectual e emocional se o funcionário não estiver feliz", diz.
Rogério Vita enumera o perfil que o executivo de RH deverá ter. Segundo ele, deve ser generalista em processos de negócio, conhecedor de marketing, comercial, finanças, tecnologia, estratégia entre outros; especialista em processos de RH; arrojado e com forte liderança – grande envolvimento com a estratégia e com o resultado da organização, buscando sempre alternativas para que as pessoas atuem com "máxima performance"; ter visão de futuro – ser capaz de interpretar os objetivos de longo prazo, traduzindo-os sempre em ações do dia-a-dia; "Amar Pessoas " – estar sensível ao fato de que qualquer resultado será sempre obtido através de pessoas bem preparadas e envolvidas com as metas; saber "servir" – estar consciente de que Área de RH é uma área de apoio e que seus profissionais devem exercitar sempre a humildade e a disposição em servir as áreas fins da empresa.





