Investimentos de empresas privadas no Brasil
Pesquisa da Simonsen Associados divulgada na terça-feira, dia 5 de fevereiro, revela que as empresas privadas têm intenção de investir US$ 156 bilhões no Brasil. Entre os setores da economia que mais devem receber recursos estão o de Energia, Eletricidade e Gás e o das Comunicações. As regiões Sudeste e Nordeste são as mais visadas pelos investidores.
A crise Argentina, o terrorismo nos Estados Unidos e os problemas energéticos brasileiros não foram suficientes para espantar as intenções de investimento no Brasil, que foram fixados em US$ 156 bilhões no ano passado. Apesar de o número ter ficado abaixo dos US$ 265 bilhões anunciados em 2000, o mercado está otimista. "Os negócios gerados pelos investimentos do passado estão crescendo e precisam de mais capital", diz Harry Simonsen Jr., presidente da consultoria.
Para Simonsen, a pesquisa tem como principal contribuição apontar a tendência de comportamento da economia como um todo. "O relatório tem a vantagem de estar disponível muito antes de outros indicadores importantes para as empresas, em suas atividades de planejamento e controle", diz Simonsen. O estudo é feito levando-se em conta a intenção de investimentos das empresas publicadas pela mídia.
Prata da casa
A maior parte das intenções de investimento vem do Mercosul, especialmente do Brasil. As empresas dos países do Mercosul respondem por 51,7% do total das intenções de investimento anunciadas no ano passado, o que corresponde a US$ 80,9 bilhões. A maior parte deste montante, US$ 80,4 bilhões, corresponde a investimentos de empresas brasileiras.
Os países da União Européia vêm em segundo lugar. Em 2001, os europeus divulgaram que US$ 33,6 bilhões serão aplicados no setor privado brasileiro. Os países que compõem a Nafta – Estados Unidos, Canadá e México – estão em terceiro lugar, com US$ 19,3 bilhões, ou 12,3% do total.
Caso todas essas intenções se confirmem, o setor privado do Brasil deverá receber uma injeção de capital de US$ 76,1 bilhões vindos do exterior e outros US$ 80,4 bilhões originados das próprias empresas brasileiras.
A região Sudeste é, de longe, a que deve receber maior volume de investimentos. Cerca de 51% das intenções recaem sobre os Estados desta região, o que corresponde a um montante de US$ 44,8 bilhões. Deste total, US$ 26 bilhões têm como objetivo o Estado de São Paulo. O Nordeste é a segunda região mais visada pelos investidores e deverá receber US$ 14,3 bilhões.





