Lula diz que governo não interferirá no câmbio

Em Sertãozinho (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na solenidade de inauguração de unidade termelétrica da Companhia Energética Santa Elisa. (foto: Valter Campanato – ABr)

Em Ribeirão Preto (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita na Agrishow, estande da Jacto, ao lado do diretor-presidente da empresa, Shiro Nishimura, que apresenta novas tecnologias para agricultura familiar. (foto: Valter Campanato – ABr)

Vista aérea da Agrishow (foto: divulgação)
(Sertãozinho (SP), 02/05/2003) – Em seu discurso na Companhia Energética Santa Elisa, na cidade de Sertãozinho, no interior paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, que o governo não vai interferir na cotação do dólar. Lula inaugurou a nova unidade termelétrica da empresa. Esta nova unidade produzirá energia usando a biomassa (bagaço de cana), para dobrar a sua produção de 30 para 60 megawatts – energia suficiente para abastecer 500 mil casas populares.
Ele acrescentou que a lógica do governo é afirmar "a todo e qualquer momento" que o dólar vai continuar flutuante e quem determina o seu preço é o mercado, insistindo que "o governo não vai meter o dedo na questão do dólar".
Lula disse ainda que não existe "valor do dólar simpático ao presidente da República", ao afirmar: "Eu acho que não tem dólar bonito. O dólar bonito para nós é quando ele atingir um patamar de estabilidade e a gente puder trabalhar o ano inteiro sabendo que o dólar vai estar estável". E concluiu: "Nós estamos no poder para ver os nossos negócios sem medo da oscilação da moeda. Essa é a lógica".
Antes da visita a Sertãozinho, o presidente e sua comitiva participaram em Ribeirão Preto (SP) da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola (Agrishow 2003) e percorreram os estandes instalados no local num trem puxado por um trator. Lula conheceu num dos estandes da feira, equipamentos de pulverização direcionados a trabalhadores rurais atendidos pelo Programa de Agricultura Familiar (Pronaf). As máquinas manuais e o motor poderão ser adquiridas pelos agricultores a preços baixos, variando entre R$ 500 e R$ 3.000.
Agência Brasil





