Brasília, 1/12/2006 – Faltando apenas um mês para o fechamento anual da balança comercial brasileira, as exportações, de janeiro a novembro deste ano, atingem US$ 125,236 bilhões e superam o valor atingido no ano passado (US$ 118 bilhões). Com isso, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Armando Meziat, prevê que a meta de vendas para o mercado exterior, neste ano, de US$ 135 bilhões, está, praticamente, garantida. “Além de todas as políticas de governo voltadas para o comércio exterior, é importante lembrar que o empresário brasileiro foi o principal protagonista destes recordes”, ressaltou.
No acumulado do ano, todas as categorias de produtos apresentaram crescimentos, e o destaque foram os manufaturados (+21,9%), produtos com alto valor agregado, que já representam 54,1% da pauta brasileira. Nesse grupo, os produtos mais vendidos foram automóveis, aviões e laminados planos.
“O aumento da quantidade está menor, no entanto, aumentamos o valor de nossas mercadorias, e agregamos valor aos produtos”, disse. Mezziat explicou que, em 2006, diferente dos três primeiros anos do governo Lula, o aumento de preços impactou, de maneira mais positiva, no resultado das exportações. Neste ano, enquanto o fator preço cresceu 11,9%, o aumento na quantidade foi mais tímido, apenas 4,7% maior que no mesmo período do ano passado.
Por mercados de destinos, houve crescimento nas exportações para principais blocos econômicos, se comparado ao igual período do ano passado, principalmente para os não-tradicionais, como, Oriente Médio (+31,1%), África (+23,3%) e Ásia (+14,5%). Para o secretário, isso prova que não existe produto brasileiro que não possa ser vendido no exterior, pois sempre há um mercado comprador.
No caso das importações, a média diária atingida neste mês, de US$ 433,6 milhões, foi a maior da história, e 29,1% maior que em novembro do ano passado. O secretário ressaltou que: o aumento dessas compras é positivo para o país, pois indica o dinamismo da economia, uma vez que, a maioria dessas aquisições, foi de máquinas e equipamentos, e de matérias-primas e insumos.
Um dos fatores que influenciaram esse aumento nas importações, explicou Mezziat, foi a valorização do real frente ao dólar. No entanto, ponderou o secretário, muitas empresas se beneficiaram do câmbio, pois compensaram a perda nas exportações com a compra de insumos e matérias-primas do mercado internacional, “principalmente as empresas que utilizam o drawback (isenção de impostos sobre insumos destinados a produtos exportados)”.
Com o resultado de novembro, cujas exportações atingiram US$ 11,866 bilhões e as importações US$ 8,672 bilhões, gerando um saldo (exportação menos importação) de US$ 3,194 milhões; as vendas para o mercado internacional acumulam US$ 125,236 bilhões, e as compras, US$ 84,162 bilhões. Com isso, o superávit, já alcança os US$ 41,074 bilhões.
Para o secretário, esse saldo está de “bom tamanho”, uma vez que reflete o bom desempenho das exportações e das importações. Ele lembrou que o Brasil não precisa de grandes superávits, e que o crescimento das importações continuará sendo bem vindo. “A importação é livre e temos instrumentos de defesa comercial para proteger o empresário, em caso de ameaça ou dano a indústria nacional”, comentou.
O secretário também ressaltou que, no acumulado de doze meses (dezembro/2005 a novembro/2006), todos os valores foram recordes, e, no caso das exportações, cujo valor alcançou US$ 136,132 bilhões, superou a meta estabelecida para este ano. Ele ponderou, no entanto que, em dezembro, deste ano, haverá dois dias a menos, podendo diminuir em US$ 1,5 bilhão o valor total exportado. Mesmo assim, disse o secretário, o valor total deverá se aproximar da previsão feita, inicialmente, para 2006, que foi de US$ 135 bilhões.
MDIC – Pricila Caied
