Brasília, 4/12/2006 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para a inflação oficial, deve terminar o ano em 3,15%, de acordo com pesquisa realizada pelo Banco Central com uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras, na última sexta-feira (1), e divulgada hoje (4 no boletim Focus.
O índice é o mesmo da inflação no varejo, apontada na pesquisa anterior, e bem abaixo do centro da meta de 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A perspectiva dos economistas do setor privado é de que a inflação permaneça abaixo da meta, pelo menos no médio prazo.
A pesquisa não detecta nenhuma pressão de preços, de modo que a tendência de inflação para os próximos 12 meses manteve-se estável, com ligeiro aumento de 4,17%, na semana passada, para 4,18% de hoje. A pesquisa manteve a projeção de 0,36% para o IPCA de novembro, que será anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima sexta-feira (8).
De acordo com a pesquisa realizada todas as sextas-feiras pelo BC para acompanhar as tendências do mercado sobre os principais indicadores da economia, o aumento verificado nos meses de outubro, quando o IPCA chegou a 0,33%, e em novembro, decorrem basicamente do reajuste de preços agrícolas, por causa da entressafra.
Como resultado desse movimento de alta, ainda que passageiro, o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo, elevou a projeção anterior de inflação para 2006, de 1,89%, para 2,09%. O indicador se refere ao comportamento de preços apenas na capital paulista.
A pesquisa aponta tendência de redução das projeções dos preços administrados por contrato, ou monitorados – combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação, transporte urbano, água, saneamento e outros. De acordo com os analistas de mercado, esses preços devem fechar o ano com inflação de 4,10%, contra 4,13% na pesquisa anterior. A projeção para 2007, que era de 4,20% na semana passada, cai agora para 4,08%.
Os indicadores de preços no atacado, medidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) são divergentes. Enquanto o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) mantém-se estável, com projeção de 3,95% no ano, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) aumentou de 3,82%, na pesquisa anterior, para 3,90%.
Agência Brasil – Stênio Ribeiro
