Pesquisa do Banco Central reduz para 2,86% expectativa de crescimento da economia

Brasília, 4/12/2006 – A soma das riquezas produzidas no país ao longo de 2006 deve crescer 2,86%, de acordo com a expectativa de analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central, na última sexta-feira (1), sobre tendências dos principais indicadores econômicos. O resultado da pesquisa foi divulgado hoje (4) pelo Boletim Focus, e aponta queda gradativa das projeções dos economistas do setor privado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Há quatro semanas, eles acreditavam que o PIB aumentaria 3% neste ano, mas a constatação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que o crescimento econômico do trimestre julho-setembro foi de apenas 0,5% em relação ao trimestre anterior, derrubou mais ainda as estimativas dos analistas.

A involução resulta, principalmente, da queda constante nas projeções de crescimento da produção industrial, que há um mês eram de 3,40% e na pesquisa atual chegaram a 3,11%, com reflexo negativo também na estimativa de crescimento industrial para 2007, que passou de 4,30% para 4,10%.

Contraditoriamente, porém, a perspectiva é de queda na relação entre dívida líquida do setor público e PIB. De acordo com a perspectiva dos analistas pesquisados, a relação dívida/PIB deve encerrar 2006 em 50,17%, contra projeção de 50,30% na pesquisa anterior; e a equivalência para o ano que vem deve cair para 49%, ante estimativa de 49,10% na semana passada.

De acordo com o boletim Focus, o saldo da balança comercial (exportações menos importações) deve ficar em torno de US$ 45 bilhões neste ano (US$ 38 bilhões em 2007), o que garante US$ 12,10 bilhões, este ano, de saldo em conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior, e permite projetar saldo de US$ 5,65 bilhões na conta corrente de 2007.

São projeções para um cenário de mercado no qual a cotação do dólar norte-americano sofre mais uma redução, de R$ 2,16 para R$ 2,15, no fechamento do ano, com perspectiva de chegar ao final de 2007 valendo R$ 2,25; ao mesmo tempo em que a taxa básica de juros (Selic), hoje de 13,25%, caia para 12% até dezembro do próximo ano.

 

 

 

Agência Brasil – Stênio Ribeiro