Empresários estão mais otimistas para 2007

São Paulo, 4/12/2006 – Os empresários estão mais otimistas com a economia em 2007. Segundo levantamento realizado pela Serasa, 64% dos entrevistados acreditam na expansão do PIB (Produto Interno Bruto) para o próximo ano, contra 56% que faziam a mesma projeção para o início de 2006.

Entre os consultados, os empresários das instituições financeiras (bancos, financeiras, seguradoras e outros) são os mais otimistas, com 75% apostando nesta direção, ante 70% em 2006. Em seguida, estão os empresários do comércio, com 68% deles apostando no crescimento do PIB para próximo ano, frente a 53% que viam esta perspectiva para 2006.

A maioria dos empresários (64%) de serviços crê em crescimento econômico em 2007 – esse percentual era de 58% na pesquisa sobre 2006. O setor da indústria é o menos otimista para o próximo ano (62%), entretanto, está acima da perspectiva observada para 2006 (54%).

De acordo com a pesquisa, os empresários do Nordeste (74%) e do Sudeste (66%) acreditam mais no crescimento do PIB em 2007. Na primeira região, os investimentos de empresas vindas de outras regiões do País, o incremento do turismo nacional e internacional e os benefícios sociais têm determinado uma alta da renda local e a maior oferta de emprego, gerando mudanças positivas nas perspectivas.

No Sudeste, o melhor desempenho do mercado interno motiva a previsão de um 2007 superior a 2006. Os empresários do Sul e do Centro-Oeste dividem a mesma opinião sobre 2007, 62% vêem crescimento, sendo que os do Sul são os que mais reforçam esta perspectiva, pois para 2006 eram apenas 48% dos entrevistados com essa perspectiva, enquanto no Centro-Oeste já eram 60%.

A crise do agronegócio e a valorização do real impactaram os negócios locais nestas duas regiões (Sul e Centro-Oeste) e a reavaliação das políticas oficiais para o setor agrícola abrem nova perspectiva para o próximo ano.

Na região Norte estão os menos otimistas. Apenas 39% dos empresários acreditam no crescimento e 58% na estabilidade. A queda das exportações da Zona Franca de Manaus é um dos fatores que atuaram negativamente na região.

 

 

 

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