Vendas de outubro indicam final de ano positivo para indústria, afirma economista da CNI

Brasília, 5/12/2006 – O mês de outubro registrou aumento de 1,69% nas vendas reais da indústria, em comparação a setembro, descontado o efeito sazonal. Entre maio e outubro essa expansão foi de 5,6% e comparativamente a outubro de 2005, o crescimento chegou a 10,7%. Os dados são da pesquisa Indicadores Industriais divulgada nesta terça-feira, 5 de dezembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a expansão das vendas em outubro é um indicativo de que o setor terá um bom desempenho no último trimestre do ano. “Os bons dados para outubro estão sinalizando que o setor industrial confia em uma demanda de final de ano positiva, que se preparou e está recebendo encomendas para o varejo atender ao consumo", disse Castelo  Branco.

Segundo ele, esse resultado é reflexo das condições gerais da economia que nos últimos meses do ano são favoráveis. “A inflação está baixa, a renda real continua crescendo, o juro cai moderadamente e melhora as condições de crédito. Então, de um modo geral, as condições são favoráveis e o desempenho da economia em 2006 no final do ano deve ser melhor que em 2005. A indústria se antecipa mostrando que está preparada para atender à demanda", reforçou o economista.

A pesquisa mostra ainda que o aumento das vendas veio acompanhado de crescimento nas horas trabalhadas na produção. Descontado o ajuste sazonal, foi registrado crescimento de 1,23% em outubro na comparação com setembro. Em relação a outubro de 2005, o indicador aumentou 6,02%. Além disso, o emprego dessazonalizado na indústria também aumentou 0,53% em outubro ante setembro. Na comparação com outubro de 2005, o indicador apresenta expansão de 3,28%.

Conforme Castelo Branco, o crescimento do emprego não indica necessariamente a abertura de postos de trabalho e sim a formalização de vagas existentes. “Nós temos ainda um grau de precariedade muito grande do emprego, a maioria dos trabalhadores não tem carteira assinada. Os números mostram que já existe uma pequena mudança na informalidade", destacou Castelo Branco.

A utilização da capacidade instalada registrou recuo de 82,2% em setembro para 81,8% em outubro, descontados os efeitos sazonais. De acordo com o economista, a utilização se manteve estável nos últimos seis meses, o que indica uma maturação de investimentos ao longo do ano. “Embora a produção tenha aumentado, cresceu também a capacidade produtiva. É um sinal positivo primeiro porque não gera pressões  inflacionárias, já que a capacidade de resposta da oferta da indústria é grande para os próximos meses. Segundo, porque o crescimento da demanda e o uso da capacidade mais estáveis encorajarão as empresas a retomar seus investimentos", concluiu Castelo Branco.

 

 

 

Agência CNI