Economia brasileira crescerá 3,4% e indústria terá expansão de 4,2% em 2007, estima CNI

 

Brasília, 19/12/2006 – Impulsionada pelo consumo interno, a economia brasileira crescerá 3,4% em 2007. Esse crescimento será liderado pela indústria, que terá expansão de 4,2% no próximo ano, maior do que os 4% estimados para a agropecuária e os 2,4% do setor de serviços. As previsões estão no documento Economia Brasileira, Desempenho e Perspectivas, divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "As tendências para 2007 apontam para um quadro de aceleração moderada no ritmo de crescimento da economia brasileira", diz o estudo da CNI.

De acordo com  o documento, os setores da indústria que terão melhor desempenho em 2007 são o extrativo mineral, cujo crescimento estimado é de 7,6%, e o de construção civil, com aumento previsto de 5%. "A indústria de transformação ainda apresentará ritmo moderado, em virtude da permanência do câmbio valorizado e da perda de competitividade frente aos concorrentes estrangeiros", afirma o estudo. A previsão é que a indústria de transformação cresça 3,3% em 2007. O consumo das famílias aumentará 3,7% e os investimentos terão incremento de 9,2%.

Para o comércio exterior, a previsão da CNI é  que o ritmo de crescimento das exportações perca o fôlego no próximo ano, principalmente por causa da desvalorização do dólar frente ao real. Mesmo assim, a estimativa é que os embarques aumentem 5,7% em relação a 2006 e atinjam US$ 150 bilhões. As importações crescerão 15,2% e somarão US$ 107 bilhões. Com isso, o saldo comercial ficará em US$ 43 bilhões,  inferior aos US$ 45,5 bilhões esperados para 2006.

Política econômica e fiscal – A CNI prevê que a gestão da política econômica será semelhante a de 2006. A inflação se manterá dentro da meta fixada pelo governo e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (INPC) fechará 2007 em 4%. "O cenário de inflação controlada irá permitir cortes adicionais na taxa Selic", afirma o documento. A estimativa é que os juros básicos da economia alcancem 11,5% ao ano no final de 2007. Na média do ano, a taxa real recuará dos atuais 11,6%  para 7,9% ao ano. As perspectivas apontam ainda para a manutenção das condições do câmbio. No final do próximo ano, o dólar valerá R$ 2,25, pouco acima dos R$ 2,15 de 2006.

"Também não se esperam mudanças substanciais na condução da política fiscal. A principal meta fiscal continuará a ser o superávit primário, suplementado por algum esforço de contenção do gasto corrente", afirma o estudo. Com isso, a previsão da indústria é  que o superávit primário ficará em 4,06% do Produto Interno Bruto (PIB), dentro da meta de 4,5% do PIB estabelecida pelo governo. A dívida pública recuará  de 50,6% do PIB em 2006 para 49,5% do PIB em 2007. "A má qualidade do ajuste fiscal continuará sendo um entrave ao crescimento econômico, com novo aumento das despesas do governo federal", avaliam os técnicos da CNI.

 

 

 

 

 

Agência CNI