Brasília, 20/12/2006 – O crescimento da economia mundial, especialmente dos Estados Unidos e da China, manterá o vigor do comércio internacional em 2007. Com o cenário externo favorável, as exportações brasileiras crescerão 5,7% em 2007 e alcançarão o valor recorde de US$ 150 bilhões. A previsão é dos técnicos da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o documento Economia Brasileira, Desempenho e Perspectivas, divulgado na terça-feira, 19 de dezembro, as importações aumentarão 15% e somarão US$ 107 bilhões. Com isso, o país fechará 2007 com um saldo comercial de US$ 43 bilhões, inferior aos US$ 45,5 bilhões previstos para este ano.
No estudo, os técnicos da CNI destacam que o dólar fraco continuará sendo a principal dificuldade dos exportadores brasileiros em 2007. A estimativa é que a cotação do dólar chegue a R$ 2,25 no final do próximo ano, ante uma média de R$ 2,18 de 2006.
Mas a desvalorização do dólar diante do real será compensada em parte pelo aumento dos preços internacionais das commodities brasileiras. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro, os preços aumentaram 12,4% e foram responsáveis por 72% do crescimento do valor exportado pelo Brasil. No mesmo período o volume das vendas externas aumentou apenas 5,3%, muito menos que os 11,6% registrados em 2005 e os 17,6% de 2004. "Em 2007, espera-se por menores taxas de crescimento do quantum de exportação", diz o estudo da CNI.
Por outro lado, a desvalorização do dólar frente ao real estimulará as importações. As compras externas também serão impulsionadas pelo consumo doméstico.
Agência CNI
