Brasília, 16/01/2007 – A aceleração do ritmo de crescimento da economia nos próximos anos depende das medidas que o governo promete anunciar na semana que vem. O alerta foi feito nesta terça-feira, 16 de janeiro, pelo gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.
Ele lembrou que a expansão da economia depende de medidas para redução dos gastos correntes do governo, estímulos aos investimentos públicos e privados, além do aperfeiçoamento dos regulamentos ambientais e de infra-estrutura. "A manutenção da queda da taxa de juros e o aumento do financiamento e crédito são fatores que também contribuem para intensificar o crescimento neste e nos próximos anos", disse.
Segundo Castelo Branco, sem medidas nessa direção dificilmente o país crescerá a taxas muito maiores que a de 2006. Na avaliação do economista, a atividade industrial iniciou 2007 embalada pela expansão do segundo semestre do ano passado. E essa melhora na economia se estenderá nos próximos meses. A expectativa da CNI é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 3,4% em 2007 e o PIB Industrial aumente 4,2%.
Entre os setores que terão mais impacto nesse crescimento estão os voltados ao consumo doméstico, como o de alimentos e bebidas. "Mesmo com as importações crescentes, o setor de exportações também apresentará bom desempenho", complementou Castelo Branco, ao anunciar os resultados dos Indicadores Industriais de novembro.
Na avaliação do economista Paulo Mol, a taxa de emprego deverá crescer em 2007, conforme apontam os Indicadores Industriais de novembro. "O crescimento do emprego em 0,42% em novembro com relação a outubro foi uma surpresa positiva. Geralmente, as empresas só contratam muito depois que a economia começa a trajetória de crescimento", disse Mol. "Dessa vez, assim que a economia voltou a crescer, começaram as contratações."
Agência CNI
