A recomendação será incluída na declaração conjunta que as seções brasileira e nipônica do Comitê divulgarão ao final do encontro, que reúne 150 empresários no hotel Renaissance, em São Paulo. "Seria importante que houvesse uma movimentação mais rápida entre o Japão e o Mercosul. É importante também que os japoneses mudem a posição conservadora na agricultura, uma vez que participam do grupo de países que mais impõem barreiras nesse setor", disse Furlan.
Segundo ele, apesar das boas relações diplomáticas e econômicas entre os dois países, o comércio Brasil-Japão caiu muito nos últimos anos. "Hoje a China é mais importante comercialmente para o Japão do que o Brasil, e a América Latina é mais significativa para o Brasil do que o Japão. Acho que 2008 será o ano de acelerarmos o interesse econômico mútuo", afirmou Furlan.
"A esperança do governo e do setor empresarial é promover os produtos brasileiros que hoje não são exportados para o Japão. Temos que agregar tecnologia e vender a imagem de um país que não produz apenas commodities, mas também tem manufaturados", explicou o ministro.
O presidente da seção brasileira do Comitê de Cooperação Econômica Brasil Japão, José de Freitas Mascarenhas, concordou com o ministro Furlan e ressaltou que as organizações empresariais devem participar ativamente do processo de aproximação dos dois países. "Os governos podem proporcionar um ambiente institucional mais adequado e melhorar a infra-estrutura para impulsionar o comércio com o Japão. Mas são as empresas que investem, importam e exportam", destacou Mascarenhas.
Participaram do evento em São Paulo aproximadamente 400 pessoas, sendo 90 empresários japoneses, entre eles estão o presidente da Mitsui & Co., Shoei Utsuda, o presidente da Japan Airlines Corporation, Haruka Nishimatsu, o diretor-executivo do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Hiroshi Saito. Entre os brasileiros estão o presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, o presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, o diretor-executivo de Planejamento e Gestão da Companhia Vale do Rio Doce, Gabriel Stoliar, e o presidente da IBM Brasil, Rogério Oliveira, entre outros.
A 12ª Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão é promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a representante japonesa do setor industrial, Nippon Keidanren.
Agência CNI

Abertura da XII Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão. (foto: Rubens Ito / CCIJB).
CCIJB – 6/03/2007





