Nomura Research Institute

Shoichiro Hara, consultor-sênior da Nomura Research Institute, de Tóquio (Japão), esteve visitando no dia 15 de março a Câmara. Foi recebido pelo secretário-geral Fujiyoshi Hirata.

O consultor veio por solicitação do Ministério da Economia do Japão para prospectar o ambiente de negócios e de mercado brasileiro. São estudos para a viabilidade de um possível EPA/FTA entre o Japão e o Mercosul – EPA (EPA – Economic Partnership Agreement – Amplo Acordo de Parceria Econômica) / FTA (Free Trade Agreement – Acordo de Livre Comércio). A Nomura Research Institute é o maior centro de pesquisas do Japão.

Os principais itens da pesquisa do consultor são o ambiente de negócios, o ambiente de concorrência, a tendência de negócios no Brasil e a possibilidade de fechar acordo EPA/FTA entre o Japão e Mercosul.

Segundo Hara, sobre os acordos EPA, o Japão está dando atualmente prioridade com os países do Sudeste asiático devido ao maior intercâmbio com essas nações. Ele diz que o Japão começou a focalizar os países da América do Sul analisando estatisticamente suas vantagens e desvantagens como escala de mercado, recursos naturais e investimentos.

Shoichiro Hara disse que já esteve visitado a matriz da Rohm no Japão, do ramo de semicondutores que o secretário-geral Fujiyoshi Hirata dedicou praticamente sua vida inteira trabalhando naquela empresa. Ambos trocaram impressões principalmente focalizando os impactos da área eletrônica, componentes eletrônicos em geral, no possível acordo EPA/FTA do Brasil com a União Européia, Alca e Japão.

Na opinião do secretário-geral Hirata, antes de fechar um acordo EPA entre Brasil e Japão, existem em ambos os lados vários obstáculos a serem sanados, e, no Brasil, principalmente em termos de concorrência internacional como a melhoria do ambiente de investimentos, execução de várias reformas estruturais incluindo logística, infra-estrutura, entre outros.

Shoichiro Hara e Fujiyoshi Hirata
 

Foto: Rubens Ito / CCIJB