Empresários brasileiros abrem fronteiras na Índia

 

Nova Delhi, 5/06/2007 – A Índia vive um momento de economia dinâmica, competitiva e atrativa. Com essa afirmação, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, abriu o seminário Brasil-Índia: Nova Fronteira para Oportunidades de Negócios, realizado na segunda-feira, 4 de junho, em Nova Delhi.

“Esse encontro é uma extraordinária oportunidade para apresentarmos a economia brasileira, os avanços da indústria, os desafios que ainda persistem na nossa trajetória de crescimento e as inúmeras oportunidades de negócios e parcerias que se apresentam”, disse Monteiro Neto.

Diante dos ministros da Indústria e Comércio da Índia, Kamal Nath, e do Brasil, Miguel Jorge, o presidente da CNI lembrou que “a relação dívida externa-exportações era de 2,8 vezes. Ou seja, precisávamos de 34 meses de exportação para obter um valor equivalente à nossa dívida externa, enquanto hoje, seis meses de exportação correspondem à nossa dívida externa”. Tal mudança reduziu a vulnerabilidade do país e melhorou as perspectivas e a segurança de negócios para o futuro.

Monteiro Neto destacou a necessidade de se implantar uma agenda de reformas no país. “As prioridades são a reforma do complexo sistema tributário, uma nova geração de reformas na Previdência, a modernização das relações de trabalho, a criação de um ambiente regulatório favorável ao investimento, a redução da burocracia e a realização de melhorias no sistema educacional.”

A uma platéia repleta de empresários indianos, ele listou os setores industriais que podem tornar-se grandes parceiros nas oportunidades de negócios no Brasil e na Índia. “A CNI desenvolve várias iniciativas, além desta missão de empresários, de cooperação com entidades empresariais da Índia na busca de ampliação da pauta de negócios bilaterais."

Malvinder Mohan Singh, presidente do Comitê de Tecnologia da Confederação das Indústrias da Índia e presidente do grupo Ranbaxy disse que, “além de parceiros estratégicos, Brasil e Índia são aliados naturais”. Ele reforçou o que a CNI defende sobre a pauta comercial: “Considerado o tamanho das duas economias, o presente nível de acordos bilaterais está abaixo do seu potencial.”

O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, comparou a possibilidade de ampliação dos negócios e parcerias entre Brasil e Índia aos animais símbolos, o tigre indiano e a onça brasileira: “Ambos têm a beleza, a agressividade e a inteligência necessárias para vencer desafios”.

O ministro indiano do Comércio e Indústria, Kamal Nath, relembrou a descoberta da América Latina e do Caribe pela Índia na década de 90 e o orgulho de ter, hoje, o Brasil como o principal parceiro na região. “Através de ações como a visita de uma missão empresarial, as confederações das indústrias dos dois países irão fomentar as parcerias, identificar áreas de interesse mútuo e buscar um novo futuro para ambos os países”, destacou Kamal Nath.

 

 

 

 

Agência CNI