Brasília, 11/06/2007 – A produção industrial brasileira deve crescer 4,3% neste ano e não mais os 4,23% projetados na semana anterior, de acordo com o Boletim Focus divulgado hoje (11) pelo Banco Central. Esta é, por sinal, a quarta semana seguida de evolução da projeção de crescimento da produção industrial, que aumenta também de 4,4% para 4,5% no ano que vem.
O Boletim Focus é resultado de pesquisa que o BC faz todas as sextas-feiras com uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras sobre tendências dos principais indicadores da economia. Os entrevistados vêem leve melhora na produção industrial, mas não o suficiente para elevar a projeção de crescimento da economia.
Segundo eles, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, será mesmo na faixa de 4,2% neste ano, com projeção de 4% para 2008. Abaixo, portanto, das expectativas criadas pelas autoridades econômicas do governo, que apregoavam aumento de 5%, em decorrência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Como a perspectiva de crescimento do PIB não evolui, a pesquisa do BC aumenta ligeiramente a projeção de equivalência da dívida líquida do setor público em relação ao PIB, de 43,86% para 43,9% neste ano, e de 41,9% para 42% em 2008. Significa dizer que 43,9% de tudo que o Brasil produzir neste ano estará comprometido com a dívida.
De acordo com a pesquisa do BC, o saldo da balança comercial (exportações menos importações) deve ser mesmo de US$ 42 bilhões neste ano, com ligeira evolução de US$ 36,44 bilhões para US$ 36,73 bilhões no ano que vem. Movimento suficiente para elevar de US$ 9,5 bilhões para US$ 10 bilhões a projeção de saldo de conta corrente, que inclui todas as transações comerciais e financeiras com o exterior.
O Boletim Focus manteve a perspectiva de US$ 20 bilhões para o total de entrada de investimento estrangeiro direto (IED) no setor produtivo, tanto neste ano quanto em 2008. Repetiu também a expectativa de cotação do dólar em R$ 1,95 no final de 2007 (R$ 2,05 em dezembro de 2008), bem como a aposta de que a taxa básica de juros (Selic) chegará ao final do ano em 10,75% (10% no fechamento de 2008).
Agência Brasil – Stênio Ribeiro
