CNI avalia como corretas, mas insuficientes as medidas adotadas pelo governo

 

Brasília, 13/06/2007 – As medidas adotadas pelo governo para diminuir o impacto do real valorizado são positivas, pois ajudam os setores prejudicados com a apreciação do câmbio. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. “São medidas que permitirão investimentos pelos setores afetados, e possibilitarão também o financiamento de exportações com custos baixos e taxa de juros real alinhadas com taxas internacionais”, avaliou.

Monteiro Neto disse que a atitude tomada pelo governo segue uma direção correta, mas não garante a solução do problema que, para ele, só acontecerá quando o câmbio nivelar-se novamente, no futuro.  Segundo ele, as medidas foram recebidas de forma positiva pelos setores afetados com a queda do dólar, embora todos tenham consciência de que só elas não resolverão os problemas relativos à exportação. “A desvalorização do dólar é um problema que acontece hoje no mundo e que não diz respeito apenas às ações do governo. São condições de mercado, que decorrem de circunstâncias que, muitas vezes, escapam das autoridades governamentais”, ressaltou Monteiro Neto.

O presidente da CNI elogiou a adoção dos benefícios tributários, como a eliminação da cobrança da PIS e Cofins na compra de insumos e de máquinas e equipamentos pelas empresas dos setores têxtil e confecções, calçados, móveis, eletroeletrônicos e automotivo, que exportam mais de 60% de sua produção. Monteiro Neto disse ainda que as medidas fiscalizadoras adotadas para evitar que os produtos, de vestuário e seus acessórios, que entram no país sejam subfaturados também são de grande importância.

 

 

 

 

 

Agência CNI