São Paulo, 2/10/2007 – Os funcionários do Banco do Brasil, da Nossa Caixa e de bancos privados de São Paulo aceitaram, na noite de hoje (2), a proposta de reajuste salarial apresentada ontem pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) rejeitaram as propostas específicas apresentadas pelo banco e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de amanhã.
Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o reajuste aprovado será de 6% (um aumento real de 1,13%) para salários e demais verbas, como vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio-creche. Os bancários também vão receber o pagamento da 13ª cesta-alimentação, que vai ser incorporada à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Os bancos também terão que destinar entre 5 e 15% de seu lucro líquido aos funcionários, como parte da participação nos lucros e resultados (PLR).
Em nota, Luiz Cláudio Marcolino, presidente do sindicato, que representa cerca de 114 mil dos 420 mil bancários do país, avaliou que o "acordo fechado é um dos melhores dos últimos anos".
Na noite de hoje, os bancários de São Paulo fizeram três assembléias simultâneas no centro da capital. No Centro Transmontano reuniram-se bancários de bancos privados e da Nossa Caixa; na Quadra dos Bancários reuniram-se os funcionários do Banco do Brasil; e na Casa de Portugal, os da Caixa Econômica Federal . Segundo o sindicato, as assembléias foram separadas porque os funcionários do Banco do Brasil e da CEF também discutiriam assuntos específicos.
No plano nacional, a Contraf informou que a greve atingirá 15 estados, cinco capitais e o Distrito Federal.
Agência Brasil – Elaine Patrícia Cruz
