Governo precisa reduzir a carga tributária, dizem líderes empresariais

 

Brasília, 23/10/2007 – A prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em análise no Congresso Nacional, gerou o principal debate na sessão temática sobre as reformas tributária e da Previdência no último dia do 2º Encontro Nacional da Indústria (ENAI). Para Geraldo Fonseca, presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha do Rio Grande do Sul, "não é a CPMF em si que incomoda, mas o conjunto de impostos que recaem sobre o setor produtivo. O governo, ao contrário de manter mais um imposto, precisa diminuir a carga tributária".

A reforma tributária, na opinião do dirigente, "é um filme que parece não ter fim por envolver interesses diversos. É difícil agradar a todos os atores que recebem parcelas dos impostos arrecadados. O problema é, enquanto não se resolve a questão, o governo continua arrecadando mais, porém gastando mal".

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Edivaldo Almada de Abreu, fez uma polêmica defesa da manutenção da CPMF. Mesmo reconhecendo interesses múltiplos na questão, ele ponderou que se trata de um tributo que tem arrecadação eficiente e renda líquida final importante para quem recebe. "A sociedade não discutiu isso adequadamente."

O diretor Adalberto Coelho, da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), considerou a CPMF "uma anomalia fiscal que o Executivo quer continuar impondo à sociedade". Ele lembrou que o governo, em diálogo com empresários e com o Congresso Nacional, já havia sustentado que a contribuição estava sendo adotada pela última vez. "Agora reaparece com o fato consumado, dizendo que a receita projetada integra o orçamento para 2008", protestou.

Para Coelho, o governo comete uma imprudência contra sua própria imagem, pois, com o crescimento de 10% mensais da receita depois do implementação da chamada Super-Receita, poderia muito bem abrir mão dos recursos da CPMF.

 

 

 

 

Agência CNI