Economista da CNI diz que não há sinais de aumentos de preços

 

Brasília, 4/12/2007 – A indústria brasileira está ampliando a capacidade produtiva, programa investimentos para o próximo ano, os preços para o atacado estão abaixo da inflação no ano e o dólar desvalorizado acirra a disputa no mercado interno com os produtos importados. Por tudo isso, o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Paulo Mol disse hoje, durante a divulgação dos Indicadores Industriais de outubro, em Brasília, não acreditar em inflação de demanda no próximo ano.

"Realmente o nível de utilização da capacidade instalada está alto, em 84,3% em outubro, mas isso não significa que a indústria deixará de atender a todos os pedidos e que haja aumento nos preços. As empresas estão investindo e informam que a capacidade instalada é compatível com a demanda esperada para 2008", afirmou Mol ao ser questionado se a indústria está perto do limite de produção.

Ele lembrou que o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) vem acompanhando um crescimento neste ano do consumo aparente (produção nacional mais importações, menos exportações) de máquinas e equipamentos. Além disso, citou que a Formação Bruta de Capital Fixo, que mede os investimentos em capacidade produtiva, entre outros, cresceu 13,6% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado. "Tudo isso mostra que a indústria está investindo, se preparando para a continuidade da demanda interna aquecida", disse.

Para o economista, o Banco Central tem de monitorar a situação e medir o impacto na inflação, de modo a ajustar os juros. "É o papel do BC proteger nossa moeda. Mas como dificilmente vai haver aumento de preços da indústria, acho possível o BC retomar a trajetória de queda dos juros no ano que vem, ainda que em ritmo menor do que vinha promovendo neste ano."

 

 

 

 

 

Agência CNI