Rio de Janeiro, 19/12/2007 – Em 2005, os dez maiores PIBs per capita do Brasil continuavam concentrados em municípios do interior do país com baixa densidade populacional e ligados às atividade de exploração e produção de petróleo e gás e à geração de energia hídrica.
O menor foi registrado em Mirante, município do interior da Bahia, cuja economia é totalmente dependente da administração pública, e onde o PIB per capita ficou em R$ 1.204,07.
O PIB per capita, indicador que ajuda a saber o grau de desenvolvimento de uma nação, é obtido dividindo tudo que se produziu no país pelo total da população.
Os dados constam da pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios brasileiros, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje (19), com os resultados do valor adicionado da agropecuária, indústria e serviços de todos os 5.564 municípios do país.
Segundo a pesquisa, o município de Cascalho Rico (MG) respondia na época pelo maior PIB per capita do país: R$ 289.838. Localizado no Triângulo Mineiro e com baixa concentração populacional, o município abriga a terceira maior hidrelétrica mineira e uma unidade industrial do setor de derivados do leite.
È também outra cidade do Triângulo Mineiro, o município de Araporão, a responsável pelo segundo maior PIB per capita do país: R$ 223.027. Cidade também com baixa densidade demográfica, o município abriga a maior hidrelétrica do estado.
O estudo do IBGE indica, ainda, que todas as capitais das regiões Sudeste e Sul apresentavam PIB per capita superior ao PIB médio do país, que em 2005 era d R$ 11.658. Já na região Nordeste, nenhuma capital tinha PIB per capita maior do que o nacional.
Indica, por outro lado, que dos 56 municípios que em 2005 tinham PIB per capita inferior a R$ 1.609,52 (o equivalente a 1% dos menores municípios em relação ao PIB per capita) 16 são do Maranhão; 14 do Piauí; 12 da Bahia; 9 do Pará; 4 do Ceará; e apenas 1 em Alagoas.
Agência Brasil – Nielmar de Oliveira
