Rio de Janeiro, 21/12/2007 – A Petrobras informou que foi descoberto petróleo no bloco PM-S-21 em águas profundas da Bacia de Santos. A empresa é operadora do bloco, com 80% de participação no consorcio com a Galp Energia.
A descoberta se deu a partir de um poço exploratório localizado a 280 quilômetros da costa de São Paulo, em lâmina dágua (profundidade) de 2.234 metros. Segundo a Petrobras, a descoberta já foi comunicada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), como determina a legislação.
A empresa informou que a descoberta ficou comprovada por intermédio de indícios de petróleo e interpretação de perfis em reservatórios localizados em profundidade de cerca de mil metros. A empresa não divulgou a potencialidade nem a vazão inicial do poço.
Essa é a segunda descoberta anunciada pela Petrobras na chamada camada pré-sal na Bacia de Santos. Há algumas semanas, a empresa já havia comunicado a descoberta do megacampo de Tupi, com reservas estimadas de 8 bilhões de barris de petróleo e gás equivalente.
O pré-sal é uma camada de rochas-reservatório que se encontra abaixo de uma extensa camada de sal, que abrange o litoral do estado do Espírito Santo até Santa Catarina, ao longo de mais de 800 quilômetros de extensão por até 200 quilômetros de largura, em lâmina d'água (profundidade) que varia de 1.500 a 3.000 metros e soterramento entre 3.000 e 4.000 metros.
Empresa aumenta venda de petróleo no mercado externo
Há dois anos a Petrobras vem aumentando a participação na venda para o mercado externo de petróleo e derivados. Atualmente a venda diária da estatal no mercado internacional é de cerca de 200 mil barris de petróleo e derivados. A informação é diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
"São produtos que nós compramos lá fora e o comercializamos sem que sequer passem pelo Brasil”.
Em sua avaliação, ao atuar como trading a estatal brasileira está procurando ganhar posição e se fortalecer no mercado petrolífero mundial e aproveitando nichos de mercado onde a estatal possa ganhar dinheiro.
“A iniciativa está dentro das nossas pretensões de atuar com cada vez mais força no mercado interno, verticalizando a nossa posição. Estamos aproveitando as oportunidades de negócios que aparecem”.
Segundo ele, esta é uma pratica comum entre as principais empresas petrolíferas do mundo. “Nós estivemos na BP [British Petroleum], onde há um andar inteiro e cerca de 200 pessoas em frente a computadores somente operando negócios de compra e venda de petróleo e derivados”, afirmou.
Além de ser um negócio vantajoso, na avaliação do diretor da Petrobras, a atuação da estatal no segmento de comercialização de derivados servirá para posicionar e dar credibilidade ainda maior à companhia.
"A atividade nos posiciona no mercado, nos torna ainda mais conhecidos e nos dá credibilidade – e confiabilidade é algo muito importante em um mercado onde quem compra quer ter a segurança de que vai receber o produto,” ressaltou.
Para agilizar o processo de intensificação da atividade, a Petrobras está abrindo escritórios em várias países da Europa, América Central e Ásia.
Agência Brasil – Nielmar de Oliveira
