Japão é destino de duas ações da Apex-Brasil em março

Embaladas pelo desempenho positivo do agronegócio brasileiro em 2007, que fechou o ano com um saldo recorde de US$ 49,7 bilhões em sua balança comercial, 28 empresas de alimentos e bebidas vão expor seus produtos no pavilhão brasileiro da Foodex 2008.

O mesmo otimismo é compartilhado pelo setor de moda, que em agosto do ano passado, durante o primeiro BFN, reuniu 22 empresas brasileiras deste segmento, como Ronaldo Fraga e Isabela Capeto, e compradores japoneses. Na oportunidade, mais de 2.000 pessoas passaram pelo evento, que aconteceu no bairro mais sofisticado da capital japonesa, com estimativa de US$ 1,6 milhão em negócios ainda este ano.

Nesta segunda edição do Brasil Fashion Now, que conta com a parceria da Embaixada Brasileira no Japão e das Associações Brasileiras de Estilistas (ABEST), da Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT), das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), a expectativa é atrair o dobro de pessoas que compareceram no ano passado.

Ambas as participações estão sendo organizadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que elegeu alguns setores prioritários, com base em um Estudo de Oportunidades naquele mercado. No caso de alimentos, os setores mais promissores, de acordo com o Estudo elaborado pela Inteligência Comercial da Agência são: chocolates, balas e confeitos, bebidas destiladas, sucos, leite e laticínios, cafés, vinhos e vermutes, carnes de aves, frutas, massas e preparações alimentícias, produtos orgânicos e funcionais.

Entre as empresas que vão ocupar os 500 m² do pavilhão brasileiro na Foodex, estão apiários, indústrias de guaraná e outros produtos orgânicos da Amazônia, fabricantes de temperos, sucos, doces, geléias, coberturas de chocolate, polpas, refrigerantes, vinhos e cachaça. Além dos estandes das empresas, o espaço brasileiro, organizado pela Apex-Brasil, terá uma comunicação visual diferenciada e vai oferecer uma área de degustação com barista e chef de cozinha.

Balança Comercial

As importações japonesas, em 2006, totalizaram US$ 577,5 bilhões, fazendo do país o quinto principal destino mundial de importações, implicando em aumento de 12,1% sobre 2005 (US$ 514,9 bilhões). Um mercado que ainda pode ser muito explorado pelas empresas brasileiras. Com uma renda per capita de US$ 34.000,00, o mercado japonês importou em 2007, US$ 4,3 bilhões em produtos brasileiros, quase 11 % a mais que em 2006. Entre os principais produtos que o Brasil vendeu ao mercado japonês estão carnes de aves, café e suco de laranja.

O Brasil é o principal fornecedor de café para o Japão, responsável por cerca de 30% das importações japonesas do produto. O segmento de carnes de aves também é bastante promissor para as empresas brasileiras, em virtude dos focos de gripe aviária na Ásia nos últimos anos. Cerca de 60% do consumo é doméstico, com predominância de peito de frango e as melhores oportunidades são para os produtos industrializados, de acordo com o Estudo da Agência. O Brasil é o segundo entre os principais fornecedores, com quase 40% das importações japonesas.

O país também se destaca como um dos cinco principais fornecedores de produtos orgânicos ao mercado japonês. O Japão é um grande mercado consumidor deste segmento, principalmente em função da crescente preocupação com saúde e bem estar. Entre os produtos orgânicos mais consumidos no país estão chás, cafés, sucos, frutas e verduras congeladas, cachaça, mel e própolis.

No setor de moda, o Japão importou do mundo, em 2006, US$ 53 bilhões do grupo de produtos “moda”, isto é, confecções, calçados e jóias. Do Brasil, os japoneses compraram destes setores US$ 110 milhões, o que representa 3% do valor total. Um número ainda tímido perto da competitividade do segmento moda brasileiro, mas com potencial para crescer.

Mais informações:
Assessoria de Imprensa Apex-Brasil
(61) 3426-0202 – www.apexbrasil.com.br

 

 

 

 

 

Fonte: Apex-Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

CCIJB – 28/01/2008