G7 se mostra disposto a ‘ações coletivas’ para estabilizar a economia

 

O Grupo dos Sete (G7, os países mais desenvolvidos do mundo) se mostrou, neste sábado (9), disposto a tomar as "medidas adequadas, individuais ou coletivas", para garantir a estabilidade econômica, e pediu que as nações exportadoras de petróleo aumentem a produção.

No comunicado final emitido ao final da cúpula do G7 em Tóquio, os ministros de Finanças do Japão, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Itália e França não indicam, no entanto, nenhuma via para uma ação coordenada a fim de diminuir as tensões econômicas atuais.

Os responsáveis de Finanças das nações ricas pediram também que os países exportadores de petróleo aumentem a produção para, assim, diminuir o preço do barril da commodity, que chegou a alcançar os US$ 100.

"Incentivamos os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e outros produtores de petróleo a aumentar sua produção, e reiteramos a necessidade de aumentar a capacidade das refinarias e melhorar a eficiência energética", indica o comunicado.

Os ministros de Finanças do G7 admitiram no comunicado que, embora os fundamentos da economia mundial "continuem sendo sólidos", a situação atual é "mais incerta" do que em outubro passado.

Isso se deve, em parte, reconhecem, à piora da economia americana, mas o G7 acredita que os EUA manterão o crescimento este ano e não cairão em recessão, como temem muitos analistas financeiros.

FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI), representado em Tóquio pelo diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn, reduziu recentemente em três décimos sua previsão de crescimento econômico mundial, para 4,1%, o mais fraco desde 2003.

Quanto às divisas, um dos aspectos que o G7 costuma tratar em seus encontros, os ministros afirmaram que "uma volatilidade excessiva e os movimentos desordenados nas taxas de câmbio não são desejáveis para o crescimento econômico".

"Continuaremos vigiando os mercados de perto e cooperando, quando for apropriado. Apoiamos a decisão da China de aumentar a flexibilidade de sua moeda, mas, diante do aumento do superávit por conta corrente e da inflação doméstica, incentivamos uma valorização de sua taxa de câmbio", indicam.

O G7 também debateu a proposta do Japão, Reino Unido e EUA de criar, em colaboração com o Banco Mundial (BM), um fundo milionário para ajudar os países pobres a participar do combate à mudança climática.