Pesquisa mostra que analistas apostam na manutenção dos juros em 11,25%

 

Brasília, 17/03/2008 – Os analistas de mercado esperam que a taxa básica de juros se mantenha em 11,25% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril, apesar de o colegiado ter informado pela ata da última reunião que analisou a possibilidade de fazer “ajuste” na Selic. A projeção dos analistas consta no boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em consulta a cem instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.

Na reunião do Copom, realizada nos dias 4 e 5 deste mês, apesar de ter sido considerada a possibilidade de aumentar os juros, prevaleceu o entendimento de que, naquele momento, “o balanço dos riscos para a trajetória prospectiva central da inflação justificaria a manutenção da taxa básica em seu patamar atual”. Entretanto, o comitê infomrou que poderá "adotar uma postura de política monetária diferente, caso venha a se consolidar um cenário de divergência entre a inflação projetada e a trajetória de metas".

O centro da meta de inflação é de 4,5% ao ano. A projeção dos analistas de mercado para o Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para o governo é de 4,44% ao final de 2008, portanto ainda dentro da margem do centro da meta de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

A ata do Copom gerou divergências de opinião entre economistas sobre a possibilidade de o Copom aumentar a taxa básica de juros na próxima reunião. Para o economista Newton Rosa, da Sul América Investimentos, o documento mostrou uma posição do colegiado mais conservadora do que as anteriores e indicou a iminência de alta na taxa básica de juros. “A explicitação dessa intenção [de elevar a Selic na última reunião do Copom] é um sinal claro de que o Copom está na iminência de elevar os juros”, disse o economista.

Para o consultor e ex-diretor do Banco Central, Emílio Garofalo, a ata apenas refletiu o que o colegiado estava pensado nos dias da reunião. “Não é um guia para as decisões futuras. Na próxima reunião, o Copom vai voltar a avaliar os dados de inflação e a economia internacional”, avaliou.

 

 

 

 

 

Agência Brasil – Kelly Oliveira