Fiesp aprova medidas da nova política industrial, mas com ressalvas

 

São Paulo, 13/05/2008 – A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) receberam de maneira positiva o anúncio da nova política industrial lançada ontem, no Rio de Janeiro, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo plano que prevê cortes de impostos e incentivos às exportações vem ao encontro de antigos pleitos da Fiesp e foi considerado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e Ciesp, como “pacote do bem”.

Uma das medidas que mais agradaram aos industriais foi o estímulo aos investimentos que prevê medidas de desoneração e menores custos de financiamentos, tanto para aquisição de máquinas e equipamentos quanto para a realização de pesquisas e desenvolvimento. O Finame, que agora passa a viabilizar financiamentos de até 10 anos para a compra de máquinas e equipamentos, amplia perspectivas de modernização e contribui de maneira efetiva para o aumento da competitividade da indústria nacional.

Paulo Skaf também ressaltou que medidas de desoneração tributária são sempre positivas. Segundo o presidente da Fiesp/Ciesp, os princípios e conceitos estão na direção corretas. No entanto, ele ponderou que as medidas ainda precisam ser analisadas com mais profundidade: “Para que a teoria se torne realidade, há necessidade de promovermos as reformas estruturais do País, não termos um real sobrevalorizado e, ainda, não termos os juros mais altos do mundo”.

O presidente da Fiesp destacou que os juros da taxa Selic não podem sofrer novas elevações, sob o risco de prejudicar o crescimento do País: “Aumento de investimentos se dá com o incremento da demanda. E quando os juros aumentam caminham na contramão desse princípio”.

 

 

 

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