IBGE: Valor da folha de pagamento da indústria cai 1,3%

 

Rio de Janeiro, 9/06/2008 – Após assinalar crescimento de 2,7% em março, o valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria – ajustado sazonalmente – recuou 1,3% em abril, ante o mês anterior.  Apesar do resultado de abril, o indicador de média móvel trimestral avançou 0,4% entre os trimestres encerrados em março e abril, registrando a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando, no período, ganho de 2,3%.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (dia 9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nas comparações com iguais períodos do ano anterior, os resultados prosseguem positivos: 6,0% no indicador mensal e 6,3% no acumulado no ano.

Nos últimos doze meses o indicador acumulado ficou estável entre março e abril (5,9%) e prossegue apresentando taxas superiores a 5,0% desde dezembro de 2007. O valor da folha de pagamento real cresceu 6% em relação a abril de 2007, com taxas positivas nos quatorze locais pesquisados.

Em termos de impacto sobre o resultado nacional, a liderança coube a São Paulo (6,2%), sobretudo, em função do crescimento salarial em meios de transporte (13,2%), produtos químicos (17,8%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,7%).

Em seguida, vale mencionar Minas Gerais (8,0%), onde se destacaram máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (40,2%) e minerais não-metálicos (20,7%); Região Norte e Centro Oeste (9,0%), onde sobressaíram alimentos e bebidas (10,9%) e produtos químicos (35,3%); e Região Nordeste (7,2%), devido à expansão da folha de pagamento em alimentos e bebidas (6,5%) e máquinas e equipamentos (41,7%).

Ainda no indicador mensal, setorialmente, a folha de pagamento real cresceu em doze dos dezoito ramos investigados. As principais influências positivas vieram de meios de transporte (12,0%), máquinas e equipamentos (9,9%) e produtos químicos (8,6%). Por outro lado, os recuos foram observados em papel e gráfica (-4,7%), calçados e artigos de couro (-7,4%) e têxtil (-3,5%).

O indicador acumulado no primeiro quadrimestre do ano avançou 6,3%, com acréscimo em treze locais. Os maiores impactos positivos foram assinalados em São Paulo (7,6%), Minas Gerais (6,7%) e Rio Grande do Sul (6,4%), onde se destacaram, respectivamente: meios de transporte (14,7%) e produtos químicos (13,1%); meios de transporte (16,0%) e metalurgia básica (7,5%); e produtos de metal (40,8%) e máquinas e equipamentos (21,4%).

No Espírito Santo, o índice ficou estável (0,0%), tendo como destaque positivo e negativo, respectivamente, metalurgia básica (3,6%) e minerais não-metálicos (-5,8%). Em termos setoriais, treze atividades ampliaram o valor da massa salarial, com destaque para meios de transporte (13,7%), máquinas e equipamentos (9,4%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,1%).

Do lado negativo, as maiores reduções salariais foram observadas em calçados e artigos de couro (-7,4%) e papel e gráfica (-2,0%). Ainda nessa comparação, na análise por quadrimestres, a folha de pagamento real mantém, nos primeiros quatro meses do ano (6,3%), ritmo de crescimento praticamente igual ao do terceiro quadrimestre de 2007 (6,4%).

 

 

 

 

 

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