Exportações do setor de cosméticos podem ficar acima do esperado, diz executivo

 

Rio de Janeiro, 10/06/2008 – A indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos pretende continuar investindo no desenvolvimento da cadeia produtiva, com a incorporação de novas tecnologias e matérias-primas oriundas da biodiversidade, para expandir as exportações que, no ano passado, totalizaram US$ 540 milhões.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, João Carlos Basílio, com a valorização do real em relação ao dólar, o setor começou o ano com perspectiva de aumento de  10% nas exportações. O executivo ressaltou, no entanto, que os índices acumulados dos anos anteriores são maiores, lembrando que, nos últimos cinco anos, o crescimento chegou a 20,4%.

Ao participar hoje (10) da bolsa de negócios de moda Fashion Business, Basílio mostrou-se confiante em resultados acima do esperado: “Estamos surpresos com o desempenho das nossas exportações, porque os dados, até o mês de abril, sinalizam crescimento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. Então, estamos revendo para cima [as metas] e calculando entre 15% e 20% o crescimento das exportações.” Segundo Basílio, os embarques poderão superar a casa dos 20%.

Para ele, o aumento das importações em função do câmbio não representa ameaça ao setor, que é superavitário. “E a política que estamos traçando junto com o governo é de ampliar ainda mais o superávit da nossa balança comercial”. O setor reivindicou do governo políticas especificas para incrementar o mercado interno e as exportações.

De acordo com Basílio, novidade é a palavra-chave para que a indústria continue a crescer, como vem ocorrendo nos últimos anos. Para os produtores brasileiros do setor, o principal mercado é a América Latina, com destaque para a Argentina

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos tem cerca de 330 empresas associadas, que representam 94% do mercado brasileiro. No país como um todo, existem 1.600 indústrias. E, por meio de parcerias com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a associação presta consultoria a mais de 500 indústrias que não filiadas a ela. “No global, chegamos a conversar com mais de 800 indústrias todo o tempo.”

A Fashion Business, realizada paralelamente à Fashion Rio, é organizada pela Apex Brasil, em parceria com sete entidades setoriais da cadeia da moda.

 

 

 

 

 

Agência Brasil – Alana Gandra