Rio de Janeiro, 10/03/2009 – O economista da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ), Gabriel Santini, defendeu hoje (10) uma urgente redução da taxa básica de juros, a Selic, para que o país recupere a capacidade de crescimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou queda de 3,6% no Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008.
“Agora mais do que nunca, é hora dos juros básicos da economia serem cortados de uma forma agressiva”, disse Santini. Ele acredita também que esse é o momento que o governo deve aproveitar para realizar, “com urgência”, as reformas estruturais.
Um dos exemplos citados por ele, nesse sentido, é a necessidade de aprovação do Cadastro Positivo, cujo objetivo é a melhoria do crédito, por meio da redução da inadimplência. “Isso vai agir incentivando a reversão da trajetória do consumo das famílias, que caiu no quarto trimestre. Então, a gente precisa, mais do que nunca, que o crédito seja incentivado”. Segundo Santini, esse caminho vem sendo buscado pelas demais economias do mundo.
A expectativa da Fecomércio/RJ em relação ao PIB de 2009 é de crescimento entre 1% e 1,5%. Santini afirmou que a crise internacional, no Brasil, ainda deve afetar a economia, principalmente, dos dois primeiros trimestres deste ano. “Mas, a gente espera que, se forem tomadas as medidas necessárias neste momento, o quadro pode ser alterado a partir da metade do ano. Pelo menos, com alguns indicadores mais positivos.”
Para o economista, 2008 foi um ano bom para a economia brasileira, podendo ser dividido em dois momentos: no primeiro, até setembro, foram registrados resultados positivos do PIB; no segundo, no último trimestre, houve a queda do PIB registrada agora pelo IBGE. “Nós tivemos um freio nas exportações e, no final, queda dos investimentos, que são indicadores importantes”, exemplificou.
No que se refere ao consumo das famílias, “que carrega toda a economia”, Santini destacou a queda de 2% nos três últimos meses de 2008. O economista observou, entretanto, que outras economias já vinham apresentando quedas acentuadas do PIB desde o terceiro trimestre. “No Brasil, os efeitos da crise chegaram um período atrasado. Nós ainda pudemos gozar de um ano positivo”, concluiu. (Agência Brasil – Alana Gandra)
