Brasília, 24/03/2009 – A saída de investimento estrangeiro em ações no Brasil acumula um total de US$ 442 milhões, em março, até o dia de hoje (24). Em fevereiro, a saída foi de US$ 321 milhões. Os dados são do Banco Central.
No caso do investimento em renda fixa no país, houve ingresso de US$ 734 milhões em fevereiro e de US$ 50 milhões em março.
Para este ano, o Banco Central prevê a saída de US$ 10 bilhões em ações e renda fixa. A projeção anterior era de US$ 3 bilhões. O motivo é a crise financeira internacional, que afeta o interesse do investidor.
Já o investimento estrangeiro direto (IED), caracterizado pelo interesse duradouro do investidor na economia, está em US$ 2,2 bilhões neste mês, até hoje (24), e deve fechar março em US$ 2,5 bilhões.
Em fevereiro, o investimento estrangeiro direto atingiu o valor de US$ 1,968 bilhão. Foi o maior resultado para esse período desde 1999, quando chegou a US$ 4,622 bilhões. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esse investimentos “estão pulverizados” no setores produtivos do país.
Apesar da continuidade da entrada de IED, o BC revisou de US$ 30 bilhões para US$ 25 bilhões o ingresso desses recursos no país. “Embora tenhamos revisado para baixo, de forma conservadora, o investimento estrangeiro direto cobre todo o déficit em conta corrente [todas as operações do Brasil com o exterior]”, disse Lopes. Segundo ele, o déficit em conta corrente projetado para este ano é de US$ 16 bilhões.
Lopes acrescentou que, no caso do IED, o investidor “olha além da crise”, na espera de retornos em longo prazo. (Agência Brasil – Kelly Oliveira)
