Brasília, 6/04/2009 – As retiradas da caderneta de poupança foram maiores do que os depósitos em março, o que levou a uma captação líquida negativa de R$ 846,803 milhões. No mês passado, os depósitos somaram R$ 81,702 bilhões e as retiradas R$ 82,548 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Banco Central.
A última vez que a captação líquida (depósitos menos retiradas) ficou negativa foi em janeiro deste ano (R$ 486,630 milhões). Em fevereiro, o resultado foi positivo em R$ 751,395 milhões. A maior captação líquida negativa ocorreu em abril de 2008 (R$ 1,848 bilhão).
Para o ex-diretor do Banco Central, Carlos de Freitas, é comum haver “oscilações” nos resultados da caderneta de poupança. Ele enfatizou que a captação líquida negativa representa somente 0,3% do saldo da caderneta de poupança em março (R$ 274,694 bilhões). Segundo ele, é preciso esperar os resultados de abril e maio para avaliar se as retiradas são um reflexo da crise financeira internacional, que tem gerado aumento do desemprego.
A poupança é corrigida pela Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês e não há incidência de Imposto de Renda ou taxa de administração. Depois das reduções da taxa básica de juros, a Selic, há o temor do governo e de analistas de mercado de que ocorra uma migração das aplicações em fundos de investimentos, que têm títulos remunerados pelos juros básicos, para a poupança. (Agência Brasil – Kelly Oliveira)
