Em 2007, 89% das empresas formais empregavam até nove pessoas

Rio de Janeiro – Em 2007, havia 9,6 pessoas, em média, ocupadas nas empresas brasileiras, segundo o estudo Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A análise por porte indica que 89% das empresas e outras organizações formais ativas tinham até 9 funcionários. As empresas com mais de 250 pessoas ocupadas responderam pela absorção de 55,1% do pessoal ocupado assalariado e 70,3% dos salários e remunerações pagos naquele ano.

As empresas de grande porte pagaram também os maiores salários médios no período: 4,4 salários mínimos por mês, enquanto o menor salário mínimo mensal foi pago pelas empresas menores, com até 9 empregados: 1,8 salário mínimo.

“O porte da empresa influencia no valor pago de salário”, disse a gerente de análise do Cempre, Denise Guichard. Daí a maior procura das pessoas pelo emprego nas grandes companhias.

Por regiões, o cadastro mostra que o maior salário médio mensal (4,2 mínimos) foi encontrado no Centro-Oeste do país, em razão da localização ali da capital federal. “Brasília puxa [para cima]”, afirmou a economista. Em seguida vêm o Sudeste (3,8 salários), o Sul (3,2), o Norte (3,1) e o Nordeste (2,5).

Tomando por base as unidades da Federação, verifica-se que os maiores salários médios mensais no ano pesquisado foram pagos no Distrito Federal (6,9 salários). Seguem-se Roraima (4,2 salários), São Paulo (4,1), Amapá (4 mínimos) e Rio de Janeiro (3,9 salários). No sentido inverso, ou seja, com os menores salários médios mensais, sobressaem Ceará, Paraíba e Alagoas, com 2,3 salários cada, além de Maranhão (2,4 salários) e Piauí e Pernambuco (2,5 cada).

Denise Guichard informou que não há uma atividade específica que esteja pagando muito mais em Roraima e que explique o fato daquele estado apresentar o segundo maior salário médio mensal nas empresas e organizações ativas em 2007.

“Você tem algumas atividades pagando acima da média de outros estados”. A economista do IBGE lembrou, por exemplo que, na administração pública, a média nacional é de 4,5 salários e, em Roraima, é de seis salários mensais. “A média foi puxando tudo para cima e [Roraima] acabou ficando em segundo lugar”. (Agência Brasil – Alana Gandra)