Rio de Janeiro – As atividades econômicas relacionadas à saúde no Brasil geraram, em 2007, R$ 137,9 bilhões. O setor de saúde pública foi o que apresentou a maior geração de renda, 32,5% do total; seguido por outras atividades relacionadas com atenção à saúde – categoria que inclui clínicas privadas, ambulatórios, centros de diagnósticos, entre outros – com 19,7%; e pelo comércio de produtos farmacêuticos, ortopédicos e odontológicos (12,8%).
Os dados, que foram apresentados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fazem parte da pesquisa Conta Satélite Saúde Brasil. O estudo traz informações sobre a produção, o consumo e o comércio exterior de bens e serviços relacionados à saúde, assim como sobre o trabalho e a renda nas atividades que geram esses produtos. A pesquisa, publicada pela primeira vez, detalha a participação de cada atividade do setor na economia e permitirá acompanhar sua evolução anualmente. De acordo com o IBGE, trata-se de uma extensão do Sistema de Contas Nacionais do instituto.
O gerente de Modelos e Métodos do IBGE, Ricardo Moraes, explicou que essa variação do valor adicionado à economia brasileira pela atividade reflete, no período, os aumentos na quantidade e qualidade (variação de volume) e no preço desses produtos.
De acordo com o estudo, de 2005 para 2006 as atividades de saúde cresceram em volume 4,3%, mais do que a média da economia, que atingiu 3,7%. Em 2007, em volume, do valor adicionado total da economia brasileira aumentou 5,8%, e foi superior ao das atividades da saúde (4,4%) (Agência Brasil – Thaís Leitão)
