Davos (Suíça) – Professores de universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido acreditam que os países emergentes e, em especial, os países que compõem o Bric – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China – ganharam peso nas discussões do Fórum Econômico Mundial de Davos.
O acadêmico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, Victor Dzau, defendeu uma colaboração dessas economias com os Estados Unidos e o Canadá. Ele disse que os países do Bric estão muito bem neste momento e inovando para superar a crise.
Dzau disse, ainda, que o Brasil conquistou prestígio nos últimos anos. “O Brasil é uma potência entre os emergentes. Eu acredito que, hoje, a voz de vocês é muito mais forte do que há anos atrás. Os Estados Unidos, por exemplo, só começaram a fazer agora o etanol que o Brasil já usa faz tempo”, observou.
Para o professor Carry Cooper, da Universidade Lancaster, no Reino Unido, os Brics têm muito mais influência porque vão crescer mais rápido do que os países desenvolvidos.
Cooper diz que a visibilidade dos países do grupo é evidente. “O crescimento [dos emergentes] é muito rápido. Essas são as economias em desenvolvimento e estão em boa posição agora que saímos da recessão.” (Agência Brasil – Gislene Nogueira)
