Brasília – A recuperação da atividade econômica internacional ainda é incipiente, o que dificulta a gestão de políticas macroeconômicas como a retirada de estímulos fiscais e financeiros adotados por alguns países para o enfrentamento da crise financeira mundial, iniciada em julho de 2007, com os títulos podres no mercado imobiliário norte-americano, e agravada em setembro de 2008 com a quebra do Banco Lehman Brothers, também nos Estados Unidos.
A constatação é de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada no Boletim de Economia e Política Internacional lançado hoje (9) pela Diretoria de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais (Dicod) do Ipea, vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Em extensa análise, baseada em pesquisas sobre os remédios administrados pelos países atingidos pela crise para minimizar os efeitos da derrocada financeira, centralizada nas economias mais desenvolvidas, três pesquisadores discorrem sobre a Crise Internacional: Medidas de Políticas de Países Selecionados. Eles constataram que a reativação incipiente (embrionária) da economia, ainda com alto grau de incertezas, dificulta qualquer tomada de posição de ordem conjuntural.
Em diagnóstico conjunto, dizem que “se os estímulos [fiscais e financeiros] forem retirados antes de o setor privado retomar seus investimentos, as economias podem voltar a se retrair de forma acentuada”. Mas constatam também que “se os estímulos forem mantidos por um longo período, podem desencadear inflação de preço de ativos e bens”. (Agência Brasil – Stênio Ribeiro)
