Dobrar a renda per capita a cada 15 anos, em vez de 21 anos, o ritmo atual, é a meta que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai propor aos candidatos à Presidência da República. A sugestão será apresentada aos pré-candidatos Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva no Encontro da Indústria com os Presidenciáveis que a CNI realiza na próxima terça-feira, 25 de maio, a partir das 9h, em sua sede, em Brasília.
Nas 240 páginas do documento A Indústria e o Brasil – Uma Agenda para Crescer Mais e Melhor, a CNI destaca que é possível elevar a renda per capita brasileira dos atuais US$ 10.465 para US$ 20 mil em 2025, quando se equipararia à de Portugal, Arábia Saudita e Hungria hoje. Nesse ritmo, a renda per capita do Brasil aumentaria para US$ 40 mil em 2040 e seria semelhante à renda per capita atual de Canadá, Holanda e Islândia.
A agenda da indústria faz um diagnóstico e aponta soluções para 12 áreas de atuação: segurança jurídica, macroeconomia do alto crescimento (investimentos), tributação e gasto público, financiamento, relações do trabalho, infraestrutura, educação, inovação, comércio exterior, meio ambiente, burocracia e micro e pequena empresa.
Garantias – A CNI destaca que a insegurança jurídica, com proliferação de normas e alterações constantes, inibe a tomada de decisões e afugenta investimentos. Propõe, entre outras medidas, a reforma política, restrição ao uso de medidas provisórias, respeito e garantia à propriedade privada.
A entidade propõe aos presidenciáveis a fixação de limites dos gastos públicos correntes, a reforma da Previdência Social e a elevação da poupança das famílias como medidas para elevar a poupança doméstica e, dessa forma, ampliar os investimentos.
Sem limites – Na área trabalhista, a CNI quer regulamentar o trabalho terceirizado e reduzir as despesas de contratação na folha de pagamentos, entre outras medidas.
O documento da entidade informa que o Brasil investe somente 2% do PIB em infraestrutura, o que representa um terço dos gastos da China e do Chile e metade do que investe a Índia. Para tornar possível aumentar os investimentos, a indústria sugere uma série de iniciativas, entre as quais redução dos encargos nas tarifas de energia elétrica, reforma institucional do modelo de intervenção do Estado na área de transportes e independência das agências reguladoras.
Na visão da CNI, melhorar a qualidade da educação é crucial para promover a inovação e ampliar a competitividade. Para isso, propõe aumentar das atuais quatro para um mínimo de seis horas por dia o tempo de permanência do aluno na escola e substituir a gratuidade da universidade pública por bolsas de estudo baseadas no nível de renda e no desempenho do aluno.
Aumentar em 50% a subvenção em pesquisa e desenvolvimento (P&D) do setor privado, dar prioridade à inovação nas políticas de compra do setor público, implantar os mecanismos da Lei de Inovação pela ação indutora de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) são as propostas da indústria para a área de inovação.
Fonte: CNI
