O primeiro-ministro do Japão Naoto Kan anunciou na terça-feira (22) as diretrizes da nova política fiscal japonesa, que incluem a contenção da dívida pública e um possível aumento do imposto sobre consumo – shoohizei.
O premiê japonês se compromete a manter a despesa orçamentária em torno dos 71 trilhões de ienes até o ano fiscal de 2013 e a colocar um teto para a emissão da dívida nos 44 trilhões de ienes.
O plano prevê também objetivos em longo prazo como a volta ao superávit orçamentário em 2020 e o início da redução da dívida pública a partir de 2021. Atualmente a dívida pública do Japão é de cerca de 200% do PIB.
Como medida considerada impopular, o projeto inclui uma reforma tributária, com o aumento do imposto sobre o consumo.
O plano, que tem a intenção de evitar riscos por causa da dívida pública, chega pouco antes das eleições que renovarão metade da Câmara Alta, marcadas para 11 de julho. Será o primeiro teste para o Partido Democrático (PD), que chegou ao poder em setembro do ano passado.
As medidas fiscais – sem data definida para entrar em vigor – teriam como objetivo “evitar a perda de confiança no mercado de bônus do Japão, após observar o colapso financeiro da Grécia e outros países”.
(com agências internacionais)