Possibilidades de cooperação econômica entre Brasil e Japão nas áreas de serviço, finanças e turismo, estiveram na pauta de discussões da Nova Agenda, na última sessão da XIVª Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, realizada nesta manhã, na Fieb.
O apoio financeiro do banco japonês JBIC (Japan Bank for International Cooperation) e os investimentos daquele país no Brasil foram lembrados por Sérgio Guimarães, superintendente da área internacional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo o superintendente, o BNDES é a primeira instituição da América Latina a conseguir recursos financeiros do JBIC para projetos ambientalmente sustentáveis, ratificando a parceria entre os dois países em investimentos de longo prazo.
O turismo é fator predominante para a competitividade, na visão de Hiromichi Toya, conselheiro da companhia aérea japonesa All Nipon Airways – ANA. De acordo com o conselheiro, tanto o Brasil quanto o Japão enfrentam problemas comuns que impactam diretamente no intercâmbio cultural e humano, a exemplo da concessão de visto para entrada no país ocidental. A ausência de vôos diretos entre os dois países é também uma queixa recorrente, embora a companhia afirme não ter projetos de conexão direta.
Além do turismo, atividades de recursos naturais como a exploração do pré-sal, varejo e infraestrutura despertam o interesse japonês. Segundo o Teruhisa Konishi, diretor-presidente do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro, a instabilidade econômica brasileira afastou, por um período, os olhares de investidores financeiros para o Brasil e a alta taxa de juros impedem a realização de acordos de longo prazo.
Fonte: FIEB

Sérgio Foldes Guimarães, superintendente da área internacional do BNDES. (foto: João Alvarez/FIEB)

Hiromichi Toya, conselheiro-executivo do All Nipon Airways (ANA). (foto: João Alvarez/FIEB)

Teruhisa Konishi, presidente do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro. (foto: João Alvarez/FIEB)
CCIJB – 10/08/2011





