Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco, fez palestra no dia 8 de maio, em São Paulo, para grupos de empresários e investidores japoneses, a convite da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil. Ele mostrou as medidas econômicas do segundo mandato do Governo de Dilma Rousseff e os caminhos da economia brasileira.
O economista iniciou sua apresentação afirmando que o Brasil passa por um momento complexo frente ao quadro econômico, que reforça a necessidade de mudanças essenciais para o país. "O Brasil vive um momento complexo. Está praticamente isolado comercialmente. O país sem dínamos de crescimento e isolado, deve ousar e construir uma nova plataforma para o futuro".
E ainda acrescentou: "O Brasil precisa voltar para o jogo através de reformas e medidas unilaterais. É a chamada 'fuga para frente'. Todo mundo tem que sair da zona de conforto para o Brasil crescer. Fim de toda muleta (proteção e subsídios). Voltar para o radar dos investidores internacionais, para o desenvolvimento, os investimentos, graças à nova arquitetura de política econômica".
Barros elencou a nova arquitetura macroeconômica de Joaquim Levy e Nelson Barbosa, ministros da Fazenda e do Planejamento, com ajustes do setor público através de cortes drásticos de despesas e reformas para elevar a produtividade da economia, com cuidados em aumentar impostos, em particular os que causam danos à produtividade: ajuste do câmbio, fim do impulso parafiscal, menor diferenciação de juros (fim do PSI, TJLP realista etc.), mensagem fiscal clara: contingenciamento, realismo tarifário, fiscal e monetário atuando juntos, ajuste de pensão por morte, ajuste do seguro desemprego, ajuste do abono salarial, rigor no benefício pescador, FIES só com meritocracia, volta da desoneração da folha de pagamento, fim das pedaladas fiscais (transparência fiscal), novo programa de infraestrutura breve, conquista do benefício da dúvida Standard&Poors, balanço da Petrobras sem ressalvas, regulamentação da terceirização, nova postura do Banco Central, cada vez menores incentivos setoriais, fim da política "o Tesouro paga a conta", recuperação do ambiente de previsibilidade.
Ainda faltam: nova governança nas empresas estatais, rever regras para o setor de petróleo, reforma tributária, colocar subsídios do BNDES no orçamento, reorganizar a Eletrobras, maior abertura da economia, ajustes na Justiça do Trabalho e reforma da Previdência.
"Política comercial e de investimentos do Brasil ainda é aquela da 'pré-globalização'. A única saída para a indústria brasileira é a abertura. Não há momento melhor para abrir a economia do que quando o real está mais depreciado", destacou.
Segundo Barros, cortes de despesas e reformas podem impulsionar importante choque de confiança, que traz investimentos, crescimento e empregos, e consequentemente o aumento de renda.
As projeções do Bradesco apontam para uma queda de 1,5% do PIB em 2015, crescimento de 1,0% em 2016, 2,0% em 2017 e 3,0% em 2018.
Atividades ordinárias
Primeiramente, houve a sessão "Comunicados". Atsushi Yoshida, presidente da Comissão de Desenvolvimento Profissional Mútuo, anunciou a realização da Missão Econômica ao Estado do Pará, de 27 a 29 de maio, promovida pela Jetro, São Paulo e Câmara. Tomoyoshi Egami, presidente da Comissão de Intercâmbio entre Empresas de Diversos Ramos, anunciou seminário "Seiwa Jyuku, que acontecerá em breve. Carolina Sakama, presidente do Conselho Fiscal do biênio 2015/2016, relatou a auditoria contábil e financeira do 1º trimestre de 2015.
No "Discurso de Três Minutos" fizeram apresentações Masato Ninomiya e Renato Ishikawa, presidente do Conselho Deliberativo e presidente do Hospital Santa Cruz, sobre o funcionamento de serviços de check-up do hospital. Shinya Kobayashi, diretor-presidente da Indústria Agrícola Tozan Ltda., apresentou a cerveja Kirin Ichiban, em homenagem aos 120 anos de amizade Brasil-Japão. Harumi Arashiro Goya, nova presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), sobre as atividades da entidade. Anselmo Nakatani apresentou o seu sucessor Yokio Oshiro, que vai presidir a Aliança Cultural Brasil-Japão.
Em "Palavras de Despedida", o diretor-presidente da Ajinomoto do Brasil Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., Takaaki Nishii, se despediu dos membros da Câmara e anunciou que, doravante, irá presidir a Ajinomoto Group, em Tóquio, Japão.
Na sessão "Palavras de Chegada" fizeram apresentações o novo diretor-presidente da Pilot Pen do Brasil S.A. Indústria e Comércio, Masami Muramatsu. Masami Furuta, diretor-presidente da Kumon Instituto de Educação Ltda. Takeshi Aihara, próximo vice-cônsul do Consulado Geral do Japão em São Paulo. Ryuichi Nasu, próximo representante-chefe no Brasil da JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão (Japan International Cooperation Agency).
Em "Troca de Representantes", fizeram apresentações Manabu Kimura, que está deixando o cargo de diretor-presidente da CBC Indústrias Pesadas S.A. e seu sucessor Kazumichi Makino. Kohei Okada, diretor-presidente da Unitika do Brasil Indústria Têxtil Ltda. e seu substituto Akio Toyoda. Kiyomi Kato e seu sucessor Yasuo Fukai como diretor-presidente do Banco Mizuho do Brasil S.A.
PDF anexo: Apresentação da Palestra

Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco

Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco e Toshifumi Murata, presidente da Câmara

Hiroshi Tomishima, diretor da Câmara, Kiyomi Kato, presidente do Departamento Financeiro e Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco

Hiroaki Sano, cônsul-geral-adjunto do Japão em São Paulo e Takaaki Nishii, presidente do Departamento de Gêneros Alimentícios

Takaaki Nishii, presidente do Departamento de Gêneros Alimentícios, Kazuaki Kobayashi, conselheiro da Embaixada do Japão no Brasil e Shinji Tsuchiya, diretor da Câmara

Renato Kenji Nakaya (e) com equipe do Hospital Santa Cruz

Anselmo Nakatani, ex-presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Masahiko Sadakata e Takashi Goto, ex-presidentes da Câmara

Harumi Arashiro Goya, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), Yoshiharu Kikuchi, presidente da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo (Enkyo) e Naohisa Kawakami, diretor da Associação Central Nipo-Brasileira

Masato Ninomiya, Yuli Fujimura e Renato Ishikawa (Hospital Santa Cruz)

Presidente da Câmara, Toshifumi Murata (d), faz entrega de placa de agradecimento ao economista-chefe e diretor-estatutário do Bradesco, Octavio de Barros (e)

Membros da Diretoria e demais autoridades com o orador principal do evento, o economista-chefe e diretor-estatutário do Bradesco, Octavio de Barros

Mais de 170 empresários e executivos prestigiaram o evento.
Texto e Fotos: Rubens Ito / CCIJB





