O Escritório do Gabinete do Japão disse que, com base em números preliminares, o Produto Interno Bruto do país registrou crescimento de 0,1% entre outubro e dezembro de 2017 em relação ao trimestre anterior. O resultado corresponde a um crescimento anualizado de 0,5%, o que fez deste o oitavo trimestre consecutivo de crescimento. Em outras palavras, o país registrou o período mais longo de crescimento em quase três décadas.
No Comentário de hoje, vamos conversar com Katsuyuki Hasegawa, economista-chefe de mercado do Instituto de Pesquisas Mizuho. Ele vai nos falar sobre os resultados dos mais recentes números preliminares do PIB e as perspectivas futuras para tendências econômicas do Japão.
Ele diz: "A economia japonesa cresceu pelo oitavo trimestre consecutivo. O crescimento anualizado de 0,5% foi causado pela demanda interna. O consumo pessoal aumentou cerca de 0,5%. Em meio aos altos preços das ações desde o final do ano passado, o forte apetite do consumidor, especialmente entre os mais abastados, contribuiu para a alta das vendas nas lojas de departamento. E isto combinado com outros fatores, impulsionados pelo consumo pessoal. O gasto de capital corporativo também subiu 0,7%. Suas exportações aumentaram no rastro da renda melhorada. A falta de mão-de-obra está ficando grave. Em meio a este cenário, as empresas investiram ativamente na automação e no aumento da eficácia. Isto levou a um aumento do gasto de capital.
Comparando-se com a forte demanda interna, as exportações não registraram um grande crescimento. Vemos alguns números negativos nas exportações líquidas, isto é, o valor das exportações menos o valor das importações. Isso significa que o crescimento do PIB foi alavancado pela demanda interna ao invés da estrangeira.
Mas existem dois pontos que me preocupam. Um é a economia chinesa, que eu acredito terá um desaceleramento gradual este ano. Isso pode diminuir o ritmo do crescimento das exportações de empresas japonesas para a China.
O segundo é a queda nos preços das ações em todo o mundo no começo deste mês – queda liderada pelos Estados Unidos. Será que esta tendência vai ser temporária? E será que fatores de desestabilização vão continuar a surgir nas bolsas americanas, ocasionados por altas continuadas de juros alimentando o medo da inflação? Vai ser fundamental ficarmos atentos às tendências no exterior.
Os dados do PIB divulgados desta vez são para o período entre outubro e dezembro do ano passado. Esperava que o trimestre atual, entre janeiro e março deste ano, fosse terminar com um crescimento positivo. Mas a frente fria e a neve intensa de janeiro fizeram os preços dos vegetais irem às alturas. Assim, a elevação dos preços dos alimentos pode ter um efeito negativo sobre o consumo." (da NHK World)
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