Políticas monetárias do Banco do Japão

O Banco do Japão deu início ao que chama de "afrouxamento monetário quantitativo e qualitativo" em abril de 2013, uma poderosa política de afrouxamento monetário criada por Haruhiko Kuroda, o presidente do banco central. O objetivo é ajudar a economia do Japão a superar a deflação por meio de uma meta de 2% de inflação ao longo de dois anos. Contudo, esta meta do banco ainda parece estar fora de alcance. Como pano de fundo estão os aumentos insuficientes dos salários, o que limita o consumo. Isto, por sua vez, dificulta o aumento dos preços de produtos por parte das empresas.

Além dessa situação há os efeitos colaterais da política monetária do banco central que foi implementada ao longo dos últimos seis anos. Especialistas sugerem que a enorme aquisição de títulos do governo pelo banco central permitiu ao governo confiar excessivamente na dívida pública, enfraquecendo a disciplina fiscal do Japão. As baixas recordes de taxas de juros também dificultaram a garantia de lucros das instituições financeiras através de empréstimos, prejudicando principalmente os bancos regionais.

Tsuyoshi Ueno, um economista sênior do Instituto de Pesquisas NLI, disse que a política monetária do Banco do Japão apoiou em parte a economia, incluindo na retificação da valorização do iene e no aumento dos lucros empresariais. Contudo, a meta não realista de 2% de aumento da inflação, criada pelo banco central, resultou na necessidade do banco de manter um enorme programa de afrouxamento monetário por um longo período, o que não deixou espaço para que haja mais afrouxamento. A única medida disponível ao banco central agora seria diminuir ainda mais as taxas de juros, embora isso resulte em efeitos negativos, como a eliminação dos lucros dos bancos. Acredita-se que, se a economia global estagnar e a pressão para a redução dos preços das mercadorias aumentar, o Banco do Japão terá opções limitadas no futuro. (da NHK World Japan)