O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão advertiu, no seu relatório anual, que as relações com a Coreia do Sul foram "extremamente difíceis" em 2018.
O ministério lançou seu relatório diplomático de 2019 numa reunião do gabinete do governo do Japão realizada na terça-feira.
No tocante às relações entre Tóquio e Seul, o relatório ressalta as decisões jurídicas sul-coreanas que exigiram que companhias japonesas pagassem indenização às pessoas que disseram ter sido forçadas a trabalhar para essas companhias durante a Segunda Guerra Mundial.
O relatório menciona também a dissolução de um fundo financiado pelo Japão para apoio às chamadas mulheres de conforto.
Segundo o documento os laços bilaterais estão bastante prejudicados devido a uma série de medidas negativas por parte do lado sul-coreano.
Referindo-se à Coreia do Norte, o relatório diz ser importante que a comunidade internacional, como um todo, apoie as negociações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. A expressão "pressão máxima", que havia sido incluída no relatório anterior, não foi utilizada este ano.
Em relação às negociações do tratado de paz com a Rússia, incluindo discussões sobre os territórios do norte, o relatório deste ano não afirma que "as quatro ilhas controladas pela Rússia pertencem ao Japão".
Em vez disso, o relatório diz que o Japão vai negociar com a Rússia de forma veemente para resolver a questão territorial e concluir um tratado de paz sob a forte liderança do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e do presidente russo Vladimir Putin. (da NHK World Japan)