O presidente do conselho de administração da Renault, Jean-Dominique Senard, disse estar frustrado com o plano da Nissan Motor de rever e reformar a sua estrutura de comando.
A fabricante francesa realizou quarta-feira em Paris uma assembleia-geral ordinária de acionistas. Senard declarou aos presentes que a aliança entre a empresa e a Nissan foi abalada pelas acusações de má conduta financeira apresentadas contra o ex-presidente do conselho de administração das duas empresas Carlos Ghosn. Destacou que a prioridade agora é fortalecer a aliança e que, para a Renault, não haverá sucesso algum se o êxito não beneficiar a própria aliança.
Senard pronunciou-se em antecipação à consulta que a Nissan planeja fazer a seus acionistas, em assembleia no dia 25, sobre a revisão da governança da empresa para garantir transparência aos atos da administração. A fabricante japonesa pretende criar três comissões de supervisão — incluindo uma que ficaria encarregada de nomear integrantes do conselho de administração. A Renault, maior acionista da Nissan, anunciou que poderá se abster de votar.
O presidente do conselho de administração da Renault afirmou que a empresa apoia o esforço da fabricante japonesa para aperfeiçoar a sua própria governança. Jean-Dominique Senard manifestou, porém, receios de que as reformas venham a enfraquecer a influência francesa sobre a Nissan. Acrescentou que a Renault não pretende iniciar uma guerra contra a fabricante japonesa. (da NHK World Japan)

Foto: NHK World Japan