Robôs podem ser resposta para falta de mão de obra no Japão

O Japão enfrenta uma séria falta de mão de obra, e a situação deve piorar já que a população economicamente ativa continua a diminuir devido à baixa taxa de natalidade e ao envelhecimento da sociedade.

Empresas estão sendo forçadas a lidar com o problema melhorando a produtividade dos empregados. Entretanto, uma pesquisa feita por membros do Centro de Produtividade do Japão revelou que o país está na pior colocação entre as nações industrializadas do G7 em termos de produtividade dos trabalhadores desde os anos 70.

Uma possível solução seria economizar em mão de obra e ampliar a produtividade fazendo um melhor uso de robôs e inteligência artificial.

Uma pesquisa realizada em 2018 pelo Ministério das Finanças, no entanto, revelou que 37 por cento das empresas japonesas utilizam robôs e apenas 10 por cento empregam inteligência artificial.

Os empresários dizem que os benefícios não compensam os custos projetados.

Além disso, especialistas da indústria de robótica do Japão dizem que o tamanho do mercado japonês para robôs utilizados nos setores de serviços e distribuição, que são os que mais sofrem com a falta de mão de obra, é menor do que na indústria automotiva, de maquinário eletrônico, entre outras do setor manufatureiro. Além disso, a produção mundial de robôs é dominada por fabricantes europeus e americanos, de acordo com o website da Federação Internacional de Robótica.

Questionado sobre a situação, Chihiro Miyazaki, consultor do Instituto de Pesquisas Nomura, disse que os custos mais baixos e operação eficiente são a chave para que mais empresas utilizem robôs. Ele mencionou o exemplo de uma companhia que introduziu robôs para a limpeza de edifícios comerciais.

Ele afirmou que a equipe de humanos retira objetos que possam obstruir o movimento dos robôs e toma outras precauções para que a operação ocorra com mais facilidade. (da NHK World Japan)