A primeira reunião deste ano do Departamento de Consultoria e Assessoria (presidente Seiichi Sasazawa) foi realizada em formato online nesta quarta-feira (16), das 14h às 15h, com 12 participantes. Opiniões foram trocadas para a preparação de materiais de apresentação para o Fórum dos Presidentes dos Departamentos Setoriais, que será realizado no próximo dia 3 de março, em conjunto com o Departamento Financeiro.
O setor foi afetado pela pandemia da convid-19. Foram comentados a escassez de semicondutores e de contêineres, aumento dos custos de transporte, tendência de consumo, crescimento dos negócios de comércio eletrônico e entrega em domicílio, novos investimentos de negócios relacionados ao ESG, LGPD (Brasil), taxas de inflação longe da situação real, construção da cadeia de suprimentos no Brasil, aumento dos custos da pandemia, diminuição da presença de empresas japonesas, redução e não reposição de expatriados, empresas japonesas muito cautelosas em relação aos investimentos, mudanças e respostas aos estilos de trabalho e prevenção de retirada de empresas que entraram no mercado.
Sota Watanabe, vice-cônsul do Departamento Cultural do Consulado Geral do Japão em São Paulo ressalta a importância de divulgar para a matriz o potencial e os aspectos positivos do Brasil. Comentou sobre negócios promissores relacionados a créditos de carbono, perda de oportunidades de negócios devido à tendência introspectiva das empresas japonesas, pouca atenção às empresas brasileiras iniciantes e o processo de adesão do país à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que até a admissão formal poderá demorar de três a cinco anos. Com a adesão, tornar-se-á possível o governo japonês recomendar correções nos custos brasileiros etc. Solicitou a cooperação de todos na visualização de obstáculos comerciais enfrentados pelas empresas japonesas.
O secretário-geral Fujiyoshi Hirata vem divulgando informações sobre o potencial do Brasil. Comentou sobre o atraso no processo de adesão do país à OCDE. Hirata observa que embora as reformas administrativa e tributária não tenham avançado, existem oportunidades de investimentos promissores em energia renovável, neutralidade de carbono e ESG (sigla em inglês de boas práticas ambientais, sociais e de governança), tópicos que, ao seu ver, os executivos da matriz do Japão deveriam prestar atenção e que revigorariam o Japão deflacionário e pouco enérgico.
Participaram do encontro, Seiichi Sasazawa (EY), Masaya Yasuoka (Deloitte), Yoshinori Amano e Tomohiro Mikami (KPMG), Kengo Kashiwa (Cescon Barrieu Advogados), Teruaki Yamashita (Yacon), Hiroshi Hara (Jetro, São Paulo), e Sota Watanabe e Naoki Nakano (Consulado Geral do Japão em São Paulo). Pela Secretaria da Câmara, Fujiyoshi Hirata, Sohei Osumi e Letícia Kajiwara.






