(Teams) Realizada a reunião conjunta dos órgãos governamentais e entidades privadas japoneses no Brasil (11/03/2022)

A Câmara, através do presidente Toshifumi Murata e demais membros do Conselho Diretor, participou na manhã desta sexta-feira (11), das 8h às 9h20, da Reunião Conjunta dos Órgãos Governamentais e Entidades Privadas do Japão no Brasil (“Kanmin Godo Kaigi”). O evento, em formato online, teve como mediador o ministro Daisuke Nakano, da Embaixada do Japão no Brasil.

Primeiramente, Maki Kobayashi, diretora-geral para a América Latina e Caribe, do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão (Relações Exteriores), que foi nomeada para o cargo em setembro do ano passado, deu as palavras de saudação e apresentou um relatório do ministério. Ela disse nesta conferência conjunta, que gostaria cooperar com as empresas ouvindo vozes sobre os obstáculos comerciais enfrentados atualmente. Sobre o inicio do processo de consulta para a adesão do Brasil à OCDE, em janeiro deste ano, a diplomata observa que o governo brasileiro está trabalhando seriamente nisso, e a adesão levará à melhoria do ambiente de negócios no país, portanto, pediu a colaboração de todos. Disse que o futuro das eleições presidenciais de outubro está indefinido. Ela explicou que gostaria de fortalecer ainda mais as relações Brasil-Japão.

No relatório da Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas sobre “Situação empresarial e perspectivas futuras na pandemia”, Takahiro Honda, presidente da entidade, mencionou as mudanças no número de membros, e a situação da pandemia em Manaus. Explicou o total de vendas da indústria, vendas por departamento e emprego na Zona Franca da Manaus, segurança social, infraestrutura etc.

O deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR), diretor de assuntos internacionais da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Japão do Paraná, disse que embora a área do Paraná seja apenas 2,3% da área total do Brasil, a produção agrícola responde por 22%. Comentou sobre o aumento dos preços do milho e problemas de importação e fornecimento de fertilizantes químicos da Rússia e da Bielorrússia. Em relação às importações brasileiras de defensivos agricolas, ele explicou que grande parte são produzidos na China, mas os japoneses são esperados.

Yoshiteru Kawai (Mitsubishi Corporation do Brasil), presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Rio de Janeiro, comentou sobre a expansão da vacinação contra a Covid-19 no Rio de Janeiro e suspensão do uso de máscaras no estado a partir de 7 de março; a macroeconomia do Brasil, as empresas Petrobras e Vale, que estão tendo um bom desempenho devido à disparada dos preços internacionais das commodities; e contribuição de empresas japonesas no Brasil. Segundo Kawai, o Brasil, uma potência agrícola e de recursos, tem uma vantagem na guerra da Ucrânia; e a economia mundial pode desacelerar devido à alta dos preços. Ele explicou a importância do papel do Brasil no fornecimento estável de grãos e recursos minerais ao Japão.

Shoji Yamanaka (Yamanaka Shoji), vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Pará, comentou sobre as empresas associadas à entidade, composição dos executivos japoneses de primeira e segunda geração, pavimentação asfáltica em Tomé-Açu, situação da segurança, comércio no estado do Pará em 2021, destino das exportações do estado, principais exportações, e encaminhamento de pedido à Jica (Agência de Cooperação Internacional do Japão – Japan International Cooperation Agency).

Por fim, Toshifumi Murata, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, explicou no resumo 2021 sobre a evolução do número de associados nos últimos dois anos, a mudança de seminários e demais eventos para o formato online, a forte diminuição do número de visitas à entidade, e a introdução do sistema híbrido, em formatos presencial e remoto. No ambiente econômico do Brasil, comentou sobre taxa de crescimento do PIB em 2021 por setor, vários índices de atividade econômica e tendências de mercado. Explicou sobre as tendências e questões futuras dos departamentos Automotivo, de Transportes e Serviços, de Metal-Mecânica, de Equipamentos Elétricos, Informação e Comunicação, de Bens Básicos, de Gêneros Alimentícios, e de Produtos Químicos. E também, o ambiente em torno de cada departamento, por setor, e solicitações ao governo japonês.

Na troca de opiniões, Masayuki Eguchi, representante-chefe no Brasil da Jica, explicou sobre a retomada dos voluntários japoneses da Jica, a continuidade da cooperação com a Polícia Federal nas questões de segurança e o apoio de empresas privadas no desenvolvimento da infraestrutura.

Sadaji Hayashi, diretor da Divisão da América Latina e do Caribe, do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão (Relações Exteriores) focou sobre as empresas japonesas diante da escassez de fertilizantes e defensivos agrícolas no Brasil devido à guerra na Ucrânia; relaxamento das restrições à entrada de estrangeiros no Japão em razão da pandemia; situação política do Brasil a partir de abril; e o impacto da eleição presidencial francesa em abril na conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia. Hayashi pediu para que todos se sentissem à vontade para consultá-lo sobre qualquer assunto.

Reunião conjunta dos órgãos governamentais e entidades privadas japoneses no Brasil – Toshifumi Murata, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil  

Reunião conjunta dos órgãos governamentais e entidades privadas japoneses no Brasil – Lista de Participantes